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Quem sabe, sabe

Na foto: Empresário Roberto Gontijo com o amigo e ex-prefeito de Itabirito, Alex Salvador

CANAL ABERTO

Mercado Central perde lojas com a crise do coronavírus. Um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte, o Mercado Central não será mais o mesmo após a reabertura do comércio. Ao menos 30 estabelecimentos fecharam as portas em definitivo, segundo informações do superintendente Luiz Carlos Braga. Somente as lojas que prestam serviços essenciais estão autorizadas a funcionar por causa do novo coronavírus. Alguns lojistas já comunicaram que não irão mais funcionar no espaço, que foi fundado em 1929, portanto, há 90 anos. Atualmente, o lugar conta com 380 estabelecimentos, sendo que 110 receberam autorização da prefeitura para funcionar durante a crise sanitária. Em tempos normais, cerca de 31 mil pessoas circulavam, diariamente, pelos seus corredores, mas hoje o cenário é bem diferente, podendo entrar 370 visitantes ao mesmo tempo. As normas de segurança para impedir a transmissão da COVID-19 fecharam cinco das oito portarias do Mercado Central.

Juízes receberam salários altíssimos. Ao passo que milhões de brasileiros desempregados estão correndo, desesperadamente, para conseguirem o auxílio emergencial de R$ 600, os juízes brasileiros não podem reclamar dos salários que ganham. Um levantamento do jornal Folha de São Paulo informou que exatos 8.226 juízes receberam, ao menos uma vez, entre setembro de 2017 e abril deste ano, remuneração mensal acima de R$ 100 mil. Alguns chegaram a embolsar R$ 200 mil. Detalhe: o teto constitucional do setor público é de R$ 39,3 mil por mês, o que significa que nenhum servidor poderia receber salário acima desse valor. Apesar de a Constituição prever um valor máximo, a concessão de auxílios e vantagens eventuais, como acúmulo de funções, eleva a remuneração de juízes Os dados são disponibilizados ao público pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Essas remunerações são um verdadeiro absurdo, principalmente num país em que o valor do salário mínimo é de pouco mais de R$ 1 mil e grande parcela da população vive na extrema pobreza. Até quando isso vai acontecer?

PBH MAPEIA RUAS PARA A REABERTURA DOS BARES

A Prefeitura de Belo Horizonte começou a mapear as ruas e avenidas que poderão ficar fechadas para o funcionamento de bares e restaurantes, após a retomada do atendimento presencial. Os pontos de interdição estão sendo analisados pela BHTrans. A ideia é elaborar uma estratégia para não prejudicar o fluxo de carros nas regiões. Essa medida foi sugerida pelo presidente do Sindicato de Hotéis, Motéis, Restaurantes, Bares e Similares de BH (Sindhorb-BH), Paulo Cesar Pedrosa, este que vos escreve, durante uma reunião com o prefeito Alexandre Kalil (PSD). Kalil achou a ideia interessante, desde que sejam mantidas as regras rígidas de segurança com o objetivo de impedir a transmissão do coronavírus. Ainda não foi definida uma data para a reabertura dos estabelecimentos. Vale lembrar que há mais de 4 meses que essas empresas funcionam apenas pelo sistema de delivery ou para pegar a comida na porta. O segmento está na expectativa de boas notícias.

CRESCE O NÚMERO DE DIVÓRCIOS NO PAÍS

Uma notícia que não deixa de causar surpresa é a quantidade de separações no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus. Para se ter uma ideia, o aumento foi de 18,7%, entre os meses de maio e junho. Esse crescimento coincidiu com a autorização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em maio, para que divórcios, inventários, partilhas, compra e venda, doação e procurações possam ser feitos inteiramente on-line. Ao todo, 15 estados registraram elevação, sendo que em Minas Gerais a média foi de 13,5%. Na realidade, o confinamento causado pela crise sanitária obriga as pessoas a passarem por várias adaptações, o que pode causar um desgaste nas relações conjugais. Soma-se a isso que a decisão de separar, muitas vezes, acontece por conta de problemas que já existiam na relação.

CUIDADO COM OS GOLPES DURANTE A PANDEMIA

Os estelionatários não perdem tempo nem mesmo durante a quarentena. Em Minas, segundo estimativa da Polícia Civil, esse tipo de crime aumentou cerca de 30% após o isolamento social. Cada vez mais, os golpistas estão fazendo vítimas, seja por meio virtual ou telefone. No entanto, os golpes pessoais também continuam em alta. Entre as práticas fraudulentas, algumas se destacam, tais como o WhatsApp clonado, falso boleto, troca do cartão crédito, bilhete premiado, empréstimo para pagar o tratamento de familiar internado e site falso de compras. Para alertar a população e tentar diminuir essas ocorrências, foi lançada uma cartilha com os 16 golpes mais comuns. O documento está disponível no site e nas redes sociais da polícia. A dica é para que as pessoas não acreditem em vantagens mirabolantes e promessas de grandes negócios.

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