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Quem sabe, sabe

Na foto: O presidente do SetraBH, Joel Paschoalin, que vem mantendo contato com o prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD), para buscar uma possível solução para o transporte da capital

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Linha de crédito para micro e pequenos empresários. A falta de crédito para as empresas de menor porte é uma das principais reclamações do empresariado em meio à crise do novo coronavírus. Após mais de quatro meses do início oficial da pandemia, decretado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os recursos emergenciais do governo ainda não chegaram de forma significativa para as micro e pequenas empresas. Uma das justificativas é que falta tradição bancária, ou seja, aquelas empresas que não operam com o banco ou que não tinham tradição, não tinham limite pré-aprovado, essas não conseguiam os recursos. Agora o governo diz que, a partir deste mês, os resultados positivos vão aparecer com uma nova linha de crédito criada por medida provisória. Além disso, garante que os empresários terão recursos para fazer frente às suas obrigações de curto prazo, com condições mais favoráveis do que hoje encontram no mercado. É esperar para ver.

Horário dos bancos gera reclamações. Com a pandemia, os bancos adotaram medidas de segurança, diminuíram o horário de expediente e muitas agências foram fechadas. Mas a orientação é que as pendências sejam resolvidas pelos canais virtuais de atendimento ou por telefone. O problema é que todas essas medidas estão gerando inúmeras reclamações, principalmente o horário reduzido. É normal que muitas pessoas ainda não sabem lidar com a tecnologia, o que obriga a presença física nos bancos. Por outro lado, com a grande sobrecarga de ligações, muitos consumidores não têm conseguido contatar os bancos, deixando diversos problemas sem solução. As instituições financeiras precisam encontrar formas de atender bem os clientes e disponibilizar um canal de atendimento alternativo aos consumidores. Quem não conseguir resolver as pendências bancárias deve acionar algum órgão de defesa dos consumidores.

REABERTURA DE BARES E RESTAURANTES

O presidente do Sindicato de Hotéis, Motéis, Restaurantes, Bares e Similares de BH e Região Metropolitana (Sindhorb), Paulo Cesar Pedrosa (este que vos escreve), se reuniu com o prefeito Alexandre Kalil (PSD). Na ocasião foi apresentado um novo protocolo para a flexibilização do funcionamento dos bares e restaurantes na capital. Um dos pontos definidos entre a prefeitura e o Sindhorb-BH é o fechamento de ruas e avenidas com maior concentração de bares e restaurantes para que mesas sejam espalhadas e as regras de distanciamento sejam cumpridas rigorosamente. A audiência foi bem produtiva e a melhor que o setor teve até agora. O prefeito estava muito otimista e se mostrou disposto a dialogar e contribuir com a volta das atividades do segmento. Na oportunidade, o sindicato também entregou à PBH uma proposta complementar de que os estabelecimentos do setor sejam abertos entre quinta-feira e domingo, enquanto outros comércios funcionem de segunda-feira a quinta- -feira. Kalil achou a proposta interessante. A expectativa dos empresários é que esse formato seja implementado até o início de agosto. Os bares estão fechados na capital há mais de 4 meses com o atendimento se limitando à retirada de produtos no local e serviços de entrega. As demissões no setor já chegam a 14 mil empregados.

LEI DO USO DA MÁSCARA EM BH COMPLETA UMA SEMANA

Após uma semana de vigência da lei que obriga o uso de máscara em Belo Horizonte, mais de 3.500 pessoas foram abordadas por fiscais ou agentes da Guarda Municipal para receber orientações sobre a importância do equipamento para evitar a disseminação do coronavírus. Isso depois que entrou em vigor a Lei nº 11.244, em 14 de julho, que tornou obrigatório o uso de máscara ou cobertura facial sobre nariz e boca nos espaços públicos da capital. Os guardas têm realizado ações educativas para verificar o uso do item em todas as regiões da cidade. Entre os cidadãos abordados para fiscalização, 1.606 estavam devidamente equipados e quase 2 mil pessoas estavam sem proteção. O cidadão que for flagrado sem o uso da máscara é orientado a colocar o acessório. Quatro pessoas se recusaram até mesmo a utilizar as máscaras disponibilizadas pelos agentes e receberão a multa em suas residências no valor de R$ 100. Já foi comprovado que o uso de máscara ajuda a prevenir o contágio em si próprio e uma barreira para não infectar outras pessoas.

MUITOS CONTRIBUINTES NÃO PAGARÃO O IPTU EM 2020

As consequências econômicas trazidas pela pandemia do coronavírus, que causou o fechamento dos comércios não essenciais por duas vezes, também está refletindo na arrecadação municipal em Belo Horizonte. Com a renda comprometida, um em cada cinco contribuintes deixará de pagar as parcelas do IPTU na capital mineira, segundo previsão da prefeitura. Só entre janeiro e junho, a queda na arrecadação do imposto foi de 14,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Fazenda, a taxa de inadimplência em relação ao imposto deve subir de 14% para 19% em 2020 por conta da COVID-19, a maior dos últimos 5 anos. Isso representa R$ 150 milhões a menos para os cofres públicos.

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