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Inverno aumenta risco de contágio de doenças para idosos e crianças

Em casos de gripe ou resfriado, médico recomenda estar sempre com as mão higienizadas e manter uma boa hidratação - Crédito: Divulgação

Para alegria de alguns e tristeza de outros, o frio já chegou e veio para ficar até agosto. Além de o inverno fazer as pessoas tirarem os casacos do armário, com ele também vem uma série de doenças respiratórias transmissíveis, como resfriados e gripes, o agravamento de outras patologias como rinite, asma, sinusite, otite e pneumonia. Isso acontece porque este período favorece a circulação de vírus e bactérias, já que a temperatura é mais baixa, assim como o ar bastante seco e há uma maior tendência em ficar em ambientes fechados.

A pneumologista Ângela Pedrosa diz que essas enfermidades são as mais comuns, pois o sistema respiratório é atingido diretamente por esses elementos citados e inicia-se um desequilíbrio da mucosa protetora, o que gera uma reação do organismo na tentativa de combater esses agentes. “Aí aparecem os processos inflamatórios/alérgicos como espirros, tosse, sibilância no peito, e, com os vírus e bactérias instalados, começa o processo infeccioso”.

Ela explica que cada estação do ano tem suas peculiaridades e, no caso do inverno, tem-se o aumento das doenças graves que atingem os extremos da população que possui a imunidade mais sensível: os idosos e as crianças. “O nosso inverno é frio e seco, com isso a poeira, ácaros, bactérias, vírus, fungos e partículas poluentes são mais disseminados no ar e penetram no nosso organismo por meio do aparelho respiratório, desencadeando crises alérgicas e quadros infecciosos”.

Para evitar essas enfermidades, Ângela diz que é preciso que o corpo esteja com uma boa imunidade que pode ser obtida por meio da alimentação, hidratação, bons hábitos, vacinação em dia e tratamento das doenças crônicas, como asma e enfisema. “É importante evitar aglomerações e manter sempre o ambiente, limpo e arejado”.

Além disso, hábitos como tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e obesidade diminuem a imunidade e propiciam aparecimento de doenças ou piora as já existentes. “No caso das crianças, o adulto nunca deveria fumar perto delas, pois são muito sensíveis. O mofo decorrente de umidade de casas frias onde a luz do sol tenha dificuldade de entrar também agrava essas enfermidades. É importante ter muito cuidado com as pessoas já portadoras de processos alérgicos, pois essa época do ano faz com que piorem, chegando a precisar, inclusive, de internações hospitalares. Outra medida protetora seria evitar expor os idosos a pessoas gripadas”.

Carolina Reis, 28 anos, conta que o período mais difícil do ano para o seu filho Pedro Henrique, 5 anos, é, sem dúvidas, o inverno. Por ter bronquite, é nessa época em que as crises são mais frequentes. “Para se ter uma ideia, ano passado tive que levá-lo para o hospital durante um ataque da doença, mesmo tendo nebulizador em casa”.

Ela diz que toma todos os cuidados recomendados pelo pediatra do filho, porém isso não impede que a criança tenha crises. “O médico disse que isso irá diminuir com o tempo e eu sigo fazendo a minha parte para que esse dia chegue ainda mais rápido”.

Testes alérgicos

A pneumologista diz que os testes alérgicos ajudam a detectar e a individualizar as substâncias que causam alergia e, com isso, por meio vacinas, manter o paciente controlado e menos susceptível aos agravos das doenças de inverno. “A vacina antigripal também é uma ótima medida de prevenção.

É válido lembrar também que animais domésticos, tapetes e bichinhos de pelúcia são importantes causas de alergias e que devem ser evitados no contato direto com as pessoas devido aos pelos e ácaros que acumulam”, finaliza.


Cuidados no dia a dia para evitar doenças respiratórias:

  • Evitar locais fechados e com grande circulação de pessoas.
  • Deixar o ambiente em que nos encontramos o mais ventilado e arejado possível.
  • Ao tossir ou espirrar, sempre cobrir a boca e o nariz, preferencialmente com lenço de papel descartável.
  • Lavar as mãos, várias vezes por dia, com água e sabonete, especialmente após passar por locais públicos. Álcool gel é também uma boa opção para ter sempre consigo para a higienização das mãos.
  • Alimentar-se bem; comer muitas frutas e verduras e ingerir boas quantidades de água.
  • Para mães com bebês ainda lactentes, manter a amamentação exclusiva com leite materno.
  • Quando resfriado ou gripado, evitar contato desnecessário com outras pessoas e, especialmente, com recém-nascidos, crianças em geral e pessoas idosas.
  • No caso de febre acompanhada de sintomas como tosse, dor de garganta, procurar um serviço de saúde.
  • Evitar ir ao pronto-socorro nos casos em que não há urgência. Preferir sempre as consultas em clínicas, consultórios e Unidades Básicas de Saúde, sempre que possível com o médico que costuma lhe prestar assistência

Fonte: Unimed