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Banco Central reteve quase 440 mil notas falsas de real em 2019

Você já deve ter presenciado quem trabalha em caixas conferindo a autenticidade de uma nota. Embora seja constrangedora, a atitude é bastante comum para evitar transtornos e prejuízos. Isso porque com o avanço dos recursos tecnológicos, os falsários conseguem se aproximar cada vez mais das cédulas originais. Em 2019, o Banco Central (BC) reteve 439.384 notas falsas que estavam em circulação no país. São R$ 27,7 milhões de um dinheiro que não possui nenhum valor.

Apesar de ser alto, o número é 21,2% menor do que o verificado em 2018, quando 557.473 cédulas foram apreendidas. Essa é a primeira vez que o percentual diminui desde 2015. O estado com mais falsificações foi São Paulo com 149,2 mil notas falsas retidas, o que corresponde a 34% do total. Em seguida, aparece Minas Gerais com 56,3 mil cédulas falsificadas (13%), Rio de Janeiro com 39,5 mil unidades (9%) e Rio Grande do Sul com 28,6 mil (7%).

As notas de valor alto são as mais falsificadas. A campeã é a de R$ 100 da segunda família do real, com cerca de 175 mil fraudes. Já as notas de R$ 50, também da segunda família, somaram cerca de 68 mil falsificações. Segundo o BC, a imitação também ocorre com moedas, mas não chega a ser relevante devido aos valores de face baixo e o custo da cunhagem. Os dados estatísticos nem mesmo chegam a ser publicados pela autoridade monetária.

A falsificação é crime previsto pelo artigo 289 do Código Penal, com pena prevista de 3 a 12 anos de prisão. Conforme salienta o BC, quem tenta colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade, mesmo que a tenha recebido de boa-fé, pode ser condenado de 6 meses a 2 anos de detenção.

O fato é que, na correria do dia a dia, muitas pessoas ainda não sabem identificar uma nota falsa. A atendente de telemarketing Marcela Soares acabou não prestando atenção e recebeu uma de R$ 50. “A gente sabe que existem pessoas que agem de má-fé, mas nunca acha que isso vai acontecer com a gente um dia. Confiro se o troco está certo, mas não verifico se a nota é verdadeira. Só fui perceber o problema quando cheguei em casa e comparei com outra cédula”, lembra.

Mesmo quem já está acostumado a lidar com dinheiro no comércio pode ser pego desprevenido. O supervisor de vendas Fabiano Silva conta que orienta sua equipe a checar as notas recebidas antes de dar o troco. “Normalmente, a fraude acontece mais com as de R$ 100 e R$ 50. Mas, por várias vezes, já identificamos notas falsas de R$ 20 ao fechar o caixa. Hoje, algumas falsificações são quase imperceptíveis. É triste quando acontece, pois gera prejuízo”.

Como identificar uma nota falsa

Existem alguns métodos utilizados por lojistas para saber a veracidade de uma cédula de real, como a caneta detectora de notas falsas. Se aparecer a mancha ao riscar a cédula, fica comprovada a falsificação. Também tem a luz ultravioleta, que ao ser passada sobre o dinheiro, faz brilhar o valor correspondente da nota. No entanto, o BC não recomenda nada disso e orienta que o melhor é conhecer e checar quais são os elementos de segurança.

A primeira coisa a se verificar é a textura mais firme e áspera que o papel comum, assim como algum tipo de relevo quando se passa os dedos. Nas notas de R$ 50 e R$ 100, existe uma faixa holográfica no canto esquerdo que mostra o valor ou a palavra reais. Já nas de R$ 10 e R$ 20, o número muda de cor, dependendo da posição da nota. No Brasil temos duas famílias de Real, sendo a primeira de 1994 e a segunda de 2010 e esses macetes servem para as duas.

Ao segurar a cédula contra a luz, verifique a marca d’água e o fio de segurança no meio do papel. Por último, observe o número escondido correspondente ao valor e o quebra-cabeça nos dois lados, formando o valor da nota. Também existe o aplicativo “Dinheiro Brasileiro”, lançado pelo BC para ajudar no reconhecimento das cédulas do Real. Ele pode ser baixado gratuitamente na App Store e na Google Play Store.

Como agir ao receber dinheiro suspeito

Conforme orientações do BC, caso receba uma cédula falsa de um terminal de autoatendimento ou caixa eletrônico, o cliente deve se dirigir ao gerente da agência para entregar a nota e solicitar a substituição de imediato. Se não obtiver solução satisfatória, pode procurar uma delegacia policial mais próxima e registrar uma possível ocorrência.

Caso o cidadão desconfie da autenticidade de uma nota nas transações do dia a dia, pode recusá-la e recomendar ao dono do estabelecimento que procure uma agência bancária afim de encaminhar a célula para análise pelo BC. Se a nota cédula em uma delegacia da Polícia Civil ou Federal e relatar os fatos.

 

Daniel Amaro
Formado em jornalismo, Daniel tem 25 anos e possui experiência em assessoria de comunicação voltado para produção de conteúdo para web. Ama escrever sobre política, cultura, economia e saúde. É apaixonado por jornalismo investigativo e estudar inglês. É perseverante e adora desafios. Seu hobby preferido é viajar.