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Inteligência emocional: por que ela é tão importante para se obter o sucesso?

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Historicamente, a primeira inteligência a ser estudada foi a racional. A lógica e a matemática passaram a ser compreendidas como de suma importância na sociedade, além de determinar sucesso profissional e pessoal. Com o tempo, estudiosos perceberam que no coeficiente intelectual existiam outros tipos de inteligências e uma delas é a emocional que, atualmente, tem sido muito discutida.

Segundo o psicólogo e coach Fredy Figner, nunca tivemos um período de tanto adoecimento das pessoas. “O fato é que ninguém conseguirá obter sucesso pessoal, profissional ou em qualquer tipo de relacionamento se não souber gerenciar suas emoções e sentimentos, em especial os negativos. A inteligência emocional é um dos grandes trunfos para quem almeja ter sucesso na vida”.

Para ele, a autoconsciência emocional é uma necessidade. “Em teoria, essa é a possibilidade do ser humano aprender a lidar com as próprias emoções e usufruí-las em benefício próprio. Além disso, compreender os sentimentos e comportamentos do outro ajuda bastante”.

Figner acrescenta que essa inteligência também está relacionada à empatia, automotivação e habilidades sociais. “Auxilia a lidar com pessoas diferentes de nós. Quando entendemos que esta flexibilidade e mobilidade em lidar com a pressão, stress e com perfis opostos, nossa racionalidade impera ao invés das emoções”.

Autoconhecimento

O autoconhecimento é uma das principais formas de desenvolver a inteligência emocional. A psicóloga e especialista em neuropsicologia, Bia Sant’Anna, explica que é preciso saber reconhecer emoções primárias. “A primeira coisa é entender quando nosso corpo sente determinadas emoções, por exemplo, tristeza, medo, raiva, alegria, amor e nojo, que são as seis básicas”.

Depois disso, é preciso determinar quais são os gatilhos que nos fazem reagir a essas emoções e associar isso a uma interpretação da realidade: O que penso em situações em que estou com raiva? Ou alegre? Como me comporto? “Se a gente se habituar a olhar para dentro, ter um automonitoramento e não ser levado a agir de forma impulsiva, adquirimos a chave para uma maior inteligência emocional”.

Bia conta que, em termos de automonitoramento, é preciso ter um tempo de reflexão e práticas mediativas, de respiração, tudo o que nos auxilia a acalmar e para analisar nossas ações e refletir.

A jornalista Camila Oliveira tem tentado trilhar o caminho do autoconhecimento por sofrer diversas crises emocionais e de ansiedade ao longo de sua vida. “Comecei a fazer academia por causa da minha coluna, mas percebi que o exercício também me ajuda emocionalmente. Fiz alguns retiros de meditação que me auxiliaram muito a perceber que precisava tomar providências. Busco assistir palestras on-line que também me ensinam a ser mais tolerante”.

Diagnosticada com ansiedade, a terapeuta integrativa Graziele Pine afirma que teve também episódios de síndrome do pânico. “É preciso autoconhecimento e compreensão para entender que esse processo é uma busca contínua. Estudo desde o primeiro transtorno, há 17 anos, por meio de terapias holísticas, energéticas e palestras. Também já fiz terapia, acompanhamento com coach, além de vivências de autoconhecimento e meditação”.

Graziele acrescenta entender que ninguém é perfeito e que todos temos altos e baixos, mas que, hoje, tem uma tranquilidade que antes não conseguia alcançar. “Sou mais centrada comigo mesma e consigo lidar melhor com as situações do dia a dia”.

Relevância

Figner esclarece que alguns hábitos travam a inteligência emocional. “Pessoas que reclamam todos os dias permitem que a vida fique cinzenta em todos os âmbitos. O autocuidado consiste em ter mais momentos prazerosos, meditar, ser mais grato pelas coisas, se desenvolver e se respeitar. Quando seus sentimentos e emoções começam a dominar o comportamento e a lhe trazer prejuízos, você não tem consciência de como está agindo e acaba explodindo com os outros ou se implodindo”.

Ele acrescenta que cuidar da saúde emocional é, exclusivamente, cuidar de si mesmo. “Nesse processo que afeta a empatia das pessoas (a capacidade de gerar confiança, vínculo e conexão com o outro), alguém com pouca inteligência emocional acaba tendo dificuldade de estabelecer relações interpessoais e prejudicando sua habilidade de se relacionar socialmente”.

Bia faz uma analogia para explicar a relevância de se buscar a inteligência emocional. “A pessoa não vai agir no impulso, mas parar e analisar como reagir. É como se a vida fosse um barco: quem tem inteligência emocional, possui o controle e ele segue na direção que a pessoa quer. Quem não tem, fica à deriva e o barco se movimenta conforme a maré”, conclui.

Nat Macedo
Belo-horizontina, 25 anos. Graduada em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 5 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.