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Com lucro de R$ 3 bilhões, setor de parques de diversões e aquáticos projeta 2020 otimista

Crédito: melhores destinos

Destino ideal para crianças, idosos e casais, seja em viagens individuais ou em grupos, os parques temáticos e aquáticos são sinônimos de passeio para toda família. E o Brasil tem se firmado, cada vez mais, como um dos principais destinos latino-americanos, especialmente os aquáticos. Segundo dados do Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), o setor tem um faturamento anual de mais de R$ 3 bilhões.

Ao todo, o segmento gera cerca de 15 mil empregos diretos e 100 mil indiretos no país. “O setor é atraente e está entre os mais dinâmicos. Os parques não param de inovar, pelo menos uma grande atração ou equipamento novo chega em um ciclo de um ou 2 anos. São investimentos altíssimos e que tem como objetivo gerar novos fluxos de turistas, além da revisitação daqueles que já foram”, contextualiza a diretora executiva do Sindepat, Carolina Negri.

De acordo com o último levantamento da Themed Entertainment Association (TEA), associação internacional do segmento, no ano passado, o total de visitantes nos grandes parques do mundo ultrapassou meio bilhão de pessoas, o equivalente a quase 7% da população mundial. Segundo o estudo, há apenas 5 anos, a quantidade de frequentadores em relação à população global era de 5%. Por aqui, as atrações brasileiras receberam 30 milhões de turistas.

Carolina explica que o Brasil tem vocação para os parques devido ao clima e estilo da população. “As atrações são bem distribuídas em diversos estados do país. Porém, algumas regiões se destacam, como o Sul do Brasil, com Gramado (RS) onde há diversos parques de pequeno porte; Foz do Iguaçu (PR), com empreendimentos variados; e Penha (SC). Outra região rica em parques é o Cerrado, no Centro-Oeste, com Goiás se destacando. O interior de São Paulo também tem crescido em número e investimentos, bons exemplos são os polos de Itupeva, Vinhedo e Olímpia”, diz.

Segundo a diretora, os parques indoors (em locais cobertos) também estão em alta. “Atibaia ganhou o maior aquático indoor do país recentemente. O Nordeste também se fortalece com empreendimentos em diversos estados, como Ceará, Maranhão, Pernambuco e Bahia”, completa.

Segundo o ranking do site de viagens TripAdvisor, cinco parques aquáticos brasileiros estão entre os 25 melhores do mundo. O Eco Parque Arraial d’Ajuda, localizado no distrito que leva o mesmo nome, em Porto Seguro (BA), figura a 4ª colocação no Travellers’ Choice 2019. Ainda estão na lista: Beach Park (6º), em Aquiraz (Ceará); Thermas dos Laranjais (7º), em Olímpia (São Paulo); Parque Aquático Cascanéia (12º), em Gaspar (Santa Catarina); e o Hot Park (24º), em Rio Quente (Goiás). Já no ranking de melhores parques de diversões, os americanos dominam a lista. O Beto Carrero World, localizado em Penha (Santa Catarina), é o único representante brasileiro na classificação.

Sem mar, Minas Gerais, segundo a diretora, tem potencial para investimento no ramo. “O estado é um dos maiores do país. Sua população está entre as que mais viaja e com grande afinidade com parques. Por isso, vemos com muito bons olhos uma iniciativa para um grande parque na região. Há alguns empreendimentos de menor porte hoje, mas acreditamos que haja demanda para os maiores”, afirma.

O momento para investir seria propício, já que o setor comemora uma vitória importante: a isenção definitiva do imposto de importação sobre a compra de equipamentos. A demanda era considerada o principal obstáculo ao desenvolvimento do ramo.

“Todos os parques novos, bem como aqueles que têm programado a chegada de novas atrações, irão se beneficiar. Lembrando que, do momento da compra de um equipamento até sua instalação e inauguração, pode-se levar meses, dada a complexidade e personalização necessários. Isso também mostra o alto nível dos investimentos e das atrações, o que é favorável para a economia, com novos empregos, visitantes que retornam e movimentação financeira. Para o público pode ser mais um motivo para visitar parques e atrações. É uma relação de ‘ganha-ganha’. Temos acreditado no Brasil como a próxima fronteira de desenvolvimento do setor”, projeta Carolina.