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Fibromialgia atinge 3% da população

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Sabe o que Lady Gaga, Dani Valente e Morgan Freeman têm em comum? Todos eles possuem fibromialgia, doença bastante comum, principalmente em mulheres. Apesar de ainda não se saber o que faz surgir essa enfermidade, ela é altamente incapacitante, sendo que algumas pessoas podem ter até dificuldade de manter a rotina normal devido ao grau da dor.

A presidente da Sociedade Mineira de Reumatologia, Viviane Angelina, diz que 3% dos brasileiros são acometidos por esse mal e que, aproximadamente, 20% das consultas feitas por um reumatologista são de pacientes com essa doença. “A fibromialgia pode provocar dores fortes por todo o corpo durante muito tempo ou sensibilidade nas articulações, músculos e tendões”.

A médica explica que as dores acontecem devido à alteração da interpretação dos estímulos recebidos pelo cérebro e receptores cutâneos. “Há um desequilíbrio nos hormônios que causam a dor, como é o caso da serotonina. Além dessa função, esse neurotransmissor também tem como objetivo controlar funções vitais para o nosso corpo, como o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções intelectuais”.

Os sintomas mais comuns são dores generalizadas, espalhadas pelo corpo e articulações que podem durar meses; fadiga e cansaço durante o dia; sono prejudicado, em alguns casos, a pessoa apresenta quadros de apneia ou insônia, problemas cognitivos e alteração da memória, transformando uma simples tarefa de atenção ou concentração em algo difícil de ser realizado; transtornos no humor, podendo apresentar quadros de ansiedade ou mudanças no temperamento de maneira repentina.

Viviane fala que o diagnóstico da doença é feito de maneira cíclica, ou seja, não há nenhum exame específico que comprove que aquela pessoa tem ou não fibromialgia. Os especialistas chegam à conclusão após o relato do paciente. “Geralmente, o médico pede alguns laboratoriais e de imagem apenas para descartar outras patologias que possam confundir o diagnóstico”.

O tratamento é feito com medicamentos, como antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos e relaxantes musculares. “Além dos remédios, a prática regular de atividades físicas, principalmente as aeróbicas, é fundamental para melhorar a qualidade de vida do portador de fibromialgia, pois exercitar-se ajuda na liberação da serotonina”.

“Infernal”

A auxiliar de serviços gerais, Sandra Santos, 48, foi diagnosticada com fibromialgia em 2015. Ela conta que, para chegar a essa conclusão, teve que passar por vários médicos e exames intermináveis. “Desde 2014 sinto essas dores. Vivia internada, passando de médico em médico e já fazia vários tratamentos, desde os voltados para os rins até o uso de endorfina”.

Atualmente, Sandra diz que tem que conviver com muita dor, fadiga e insônia. “Tudo é fora do normal e a dor infernal está presente em várias partes do meu corpo. Como preciso trabalhar, tomo muito corticoide”.

Outra queixa da auxiliar é em relação ao julgamento. “Há pessoas que têm dó, outras dizem que preciso ter fé, colocar a cabeça em ordem, (como se eu fosse maluca) e há até quem não acredita”. E no emprego, a situação também não é fácil, pois, devido as dores que sente, ela precisa pegar atestado com frequência. “No começo, fui chamada pela chefia para dar explicações sobre o que eu tinha”.

Para tentar ter mais qualidade de vida, Sandra relata que está fazendo 50 minutos de caminhada diariamente e, na semana passada, começou a fazer hidroginástica, além de usar bolsa térmica quando há muita dor e joelheiras. “Só queria ter a minha vida de antes de volta”, finaliza.


Fevereiro Roxo 

Assim como os conhecidos meses de outubro e novembro, nos quais há campanhas para a conscientização sobre o câncer de mama e próstata, respectivamente, fevereiro também será destinado para que a população conheça melhor a fibromialgia, lúpus e mal de Alzheimer.

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