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Material escolar encarece 8% e preços podem variar até 790%

Faltando poucos dias para o início de mais um ano letivo, uma das preocupações dos pais é com a lista de material escolar. Este ano, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae), os itens devem estar, em média, 8% mais caros do que em 2019. E quem deseja economizar e fugir dos preços altos terá de fazer muita pesquisa nas papelarias antes de fechar a compra. Isso porque um levantamento realizado pelo Mercado Mineiro, em Belo Horizonte, comparou os produtos mais procurados e apontou variação de até 790% de uma loja para outra.

De acordo com a Abfiae, o aumento ocorre por conta da elevação dos custos de matérias-primas como plástico, tinta e papel. A flutuação do dólar ao longo do ano passado também é um fator que encareceu os produtos, como mochilas e estojos. A alta representa quase o dobro da inflação oficial registrada em 2019. Segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice ficou em 4,31%.

Para o educador financeiro Marcos Gomes, a lista de material escolar é uma despesa que não tem como evitar e todo ano os pais passam pelo mesmo sufoco. “Muitos deixam as festividades de final de ano passar compram na última hora, quando o período de início das aulas está próximo. Isso faz com que esse mercado fique aquecido nessa época do ano e os preços subam”, explica.

Sem pesar no bolso
Uma das maneiras de economizar é pesquisar os valores. Muitos acreditam que a diferença não será tão grande, mas no final das contas, os gastos poderiam ser bem menores. Isso é o que mostra o levantamento realizado pelo Mercado Mineiro. O preço é variado para o mesmo produto em diferentes comércios de Belo Horizonte. No topo da lista aparece o grafite 0,5, custando entre R$ 1 e R$ 8,90, diferença de 790%. Já o lápis preto é encontrado de R$ 0,40 a R$ 1,30 (625%), seguido da borracha com capa plástica, que pode ser achada de R$ 1 a R$ 4,90 (390%).

O educador financeiro salienta que nem todos os itens precisam ser novos. “É possível reaproveitar, por exemplo, mochilas, estojos, tesouras e apontadores. Esses materiais são bem resistentes e a troca só precisa ser feita quando realmente houver uma necessidade. Além disso, dependendo da marca escolhida, são produtos que acabam encarecendo bastante o valor total da lista”.

A psicóloga Cristiane Santos afirma que ainda não comprou o material escolar das duas filhas. “Já dei uma olhada na lista e algumas coisas será possível reutilizar. Verifiquei preços e acredito que estão mais ou menos iguais aos do ano passado. Não faço questão de marca, mas procuro sempre ver o melhor preço e qualidade. Em 2019, gastei cerca de R$ 750 para as duas e optei por parcelar em três vezes, uma vez que a loja não cobrava juros”.

Entre outras dicas para ajudar a economizar, Gomes reforça para ter em mente um valor médio de cada item antes de sair de casa. “Isso ajuda a conseguir descontos e a maioria das lojas costuma bater o preço da concorrência para não perder a venda. Pagar à vista também pode ser um bom negócio, porque pode sair mais barato do que parcelado e a conta ainda é resolvida no primeiro mês do ano”, esclarece.

Quando for até as papelarias para a compra, evitar levar os filhos também é uma tática que funciona. “Têm diversas opções de produtos, marcas e personagens que são o desejo das crianças por estarem na moda. Eles possuem o preço mais elevado e o ideal é fugir desses itens. Busque por marcas mais em conta, mas sem desprezar a qualidade do material escolar”.
Uma outra alternativa é comprar junto com outros pais. Os descontos podem ser maiores e o resultado bastante significativo. Foi isso que a auxiliar de administração Jéssica Oliveira fez. Ela conta que tomou a iniciativa de montar um grupo no WhatsApp com mais oito mães. “Quando terminou o ano letivo nós já começamos a discutir a lista de material, porque a gente sabe que os preços sempre aumentam em janeiro. Comprei tudo ainda em dezembro. Os valores variam bastante de um lugar para outro, por isso acabo dividindo e adquirindo um pouco em cada loja”.

 

Daniel Amaro
Formado em jornalismo, Daniel tem 25 anos e possui experiência em assessoria de comunicação voltado para produção de conteúdo para web. Ama escrever sobre política, cultura, economia e saúde. É apaixonado por jornalismo investigativo e estudar inglês. É perseverante e adora desafios. Seu hobby preferido é viajar.