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Cashback: tendência de mercado devolve parte do valor da compra ao consumidor

Imagine a experiência: você realiza uma compra de R$ 800 no seu cartão e, quando a fatura chega, percebe que a empresa te devolveu R$ 50 desse valor. Essa é a proposta do cashback, prática que tem ganhado cada vez mais espaço.

O diretor geral da myWorld Brasil – operadora da Cashback World no Brasil, Davi Damazio, explica que o termo significa, literalmente, dinheiro de volta e consiste em devolver parte do valor gasto em uma compra ao consumidor. “A ideia é adotada nos Estados Unidos e na Europa. Aqui é relativamente nova, mas tem apresentado um amplo crescimento em um curto tempo”.

Apesar de funcionar também em compras físicas, é on-line que o método faz mais sucesso. O cashback pode, inclusive, ampliar o faturamento do e-commerce que, no ano passado, foi de R$ 53,5 bilhões.

Damazio observa que o programa de recompensa tem ajudado a aquecer a economia. “Ele traz uma vantagem competitiva entre os empreendedores que passam a agregar valor ao seu serviço. Para o comerciante, oferecer esses benefícios é ter um cliente satisfeito e fidelizado”.

Ele ressalta que o Brasil é um país com grande potencial em aderir ao cashback, tanto por seu tamanho, quanto pelo comportamento do consumidor. “Hoje, 7 em cada 10 pessoas possuem smartphones e as compras via mobile já representam mais de 50% das vendas. Esses são números importantes e que mostram a força e potência desse mercado”.

O diretor acrescenta que o cashback é confundido com o desconto. “Esse dinheiro que volta ao consumidor pode ser usado da forma que ele quiser, enquanto que o desconto é a subtração de uma porcentagem do valor. O cashback não está atrelado a nenhuma loja ou produto. Sendo assim, oferece liberdade e vantagens, é o chamado consumo inteligente”.

Segundo ele, o cashback não tem relação com o preço. “Trata-se de um benefício cedido ao consumidor que provém da margem transacional das operações. Por isso, é indicado que o consumidor faça suas compras em sites verificados ou utilize plataformas consolidadas no mercado”.

Para a mestranda Isabela Bertho, é primordial utilizar aplicativos renomados. “Nunca testo sem saber se é bom ou se tem um tempo no mercado. Quando vou comprar algo, busco por sites que tenham a opção de cashback, pois ter direito a uma parte do que investi de volta é vantajoso para mim”.

Ela conta que já conseguiu comprar passagem para o Rio de Janeiro pelo cashback e trocar por pontos dos apps de pointback em uma pipoqueira e cafeteira. “Meu foco sempre são os eletrônicos on-line, pois rendem mais. A ideia de ganhar algo pelo que gastei sempre me chamou atenção”.

Nat Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.