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Projeto visa inclusão por meio da atividade física na UFMG

Crédito - Vilma Tomaz/PBH

O esporte é uma importante ferramenta para a inclusão social. Foi pensando nisso que o projeto Atividade Física para Universitários com Deficiência, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e o Programa Superar, da Prefeitura de Belo Horizonte fecharam uma parceria que promove qualidade de vida para pessoas com deficiência por meio de atividades esportivas e culturais.

As práticas paraesportivas são ministradas no Centro Esportivo Universitário (CEU) da UFMG por estudantes do curso de educação física, com a supervisão da equipe técnica do programa. Além de promover a união entre a prefeitura e a UFMG, a parceria incrementa a qualificação técnica dos graduandos em educação física.

A coordenadora do projeto e professora Andressa Silva afirma que o Programa Superar tem vários núcleos e, agora, um deles é a UFMG. “Na parceria, a universidade cede o espaço e a prefeitura auxilia com os recursos humanos e materiais. O objetivo é atender, inicialmente, alunos com deficiência a nível de graduação e pós”.

Ela informa que a UFMG tem cerca de 400 alunos com alguma deficiência. “Atendemos uma pequena parcela. Conseguimos esgotar as 30 vagas iniciais logo no primeiro mês e existe uma boa frequência desses alunos. Temos deficientes auditivos, visuais, físicos e intelectuais”.

A finalidade é expandir o número de vagas em breve. “O programa tem, além das atividades físicas adaptadas, que são a natação e funcional, o objetivo de melhorar a qualidade de vida do aluno e fazer com que ele se sinta incluído. Os atendimentos são de terça a quinta-feira e gratuitos”.

Esporte é inclusão

Para Andressa, uma atividade física e inclusiva muda a vida das pessoas. “Muitos alunos nem conheciam o Centro Esportivo, alguns sabiam de sua existência, mas achavam que não poderiam usufruir do local. A gente acaba mudando essa perspectiva, além de melhorar a qualidade de vida deles”.

Segundo ela, por meio da participação esportiva, a inclusão é promovida. “Eles passam a se sentir mais integrados e nosso intuito é tornar o CEU cada vez mais acessível”.

Benefícios

A professora explica que a atividade física feita de maneira regular tem um impacto positivo na vida da pessoa com deficiência. “Ela auxilia no equilíbrio, concentração e comportamento motor”.

Andressa adiciona que o esporte muda a perspectiva que a pessoa tem sobre o corpo e sua visibilidade como ser humano. “São vários os benefícios para as pessoas com deficiência, mas, o que mais temos percebido é o quanto elas se sentem motivadas a participar da prática e se sentirem capazes com as aulas”.

Nat Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.