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Em Belo Horizonte, Dia das Crianças deve movimentar R$ 2,27 bilhões na economia

Crédito: Pixabay

O dia 12 de outubro está chegando e a data promete alegria não só para as crianças que ganharão presentes pelo seu dia, mas também para os comerciantes de Belo Horizonte. Segundo pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) com 300 empresários, no período de 26 de agosto a 12 de setembro, estima-se que R$ 2,27 bilhões sejam injetados no comércio da capital em função do Dia das Crianças, número 2,1% superior se comparado com as vendas em 2018.

Os empresários mostram que estão otimistas em relação à segunda melhor data para o varejo no segundo semestre. A maior parte (60,5%) acredita que as vendas irão aumentar no Dia das Crianças deste ano. 30,6% dos entrevistados esperam que sejam iguais às de 2018 e apenas 9% consideram que o resultado deve ser pior. No ano passado, o percentual de lojistas pessimistas era maior (23,2%), porém o avanço da reforma da Previdência, a liberação dos saques do FGTS e a redução da taxa de juros têm devolvido a confiança dos empresários.

A economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos, afirma que a economia nacional passou por 2 anos de crise bastante intensa, com queda nas vendas, alta taxa de desemprego e inflação e que esses fatores afastaram o consumo de um modo geral. “Após a troca de governo, notamos que há uma melhora na expectativa, tanto que a macroeconomia já apresenta índices mais satisfatórios e isso reflete o otimismo dos empresários”.

Devido a essa expectativa, a maior parte dos empresários (45,2%) irá aumentar o volume do estoque para atender a demanda da data, sendo que os lojistas que mais pretendem investir estão, respectivamente, nas regionais Centro-Sul, Noroeste e Venda Nova.

Mais queridos 

Ainda de acordo com o estudo da CDL/BH, as roupas (38,9%) e os brinquedos (33,6%) devem ser os principais itens adquiridos pelos consumidores para presentear as crianças, em seguida aparecem calçados (15%); jogos (10,3%) e livros (8%). A economista da entidade diz que esses são os presentes típicos da época. “As peças de vestuário estão sempre entre os presentes mais procurados nas datas comemorativas, pois se encaixam bem no orçamento das famílias. Já os brinquedos costumam agradar bastante as crianças”.

Para a data, a expectativa é que o tíquete médio das compras dos belo-horizontinos seja de R$ 91,21 para cada presente e a maioria dos consumidores devem optar (65,8%) pelo pagamento à vista da seguinte forma: à vista no cartão de crédito (39,5%); cartão de débito (23,3%); dinheiro (2,7%) e à vista no cheque (0,3%). Já o pagamento parcelado será feito no cartão de crédito (30,9%); no cartão da própria loja (2%) e no carnê/crediário (0,3%).

Ana Paula reitera que, apesar do otimismo econômico, esses dados mostram que as pessoas estão evitando o endividamento em longo prazo. “O processo de recuperação da economia ainda vem ocorrendo em ritmo lento e o número de pessoas desempregadas, mesmo com redução, continua alto”.

Visão dos consumidores 

Uma outra pesquisa da entidade ouviu 305 belo-horizontinos entre os dias 2 e 20 de setembro e mostrou que 65,1% dos consumidores irão presentear no Dia das Crianças. Além disso, 65,5% dos entrevistados afirmaram que vão pesquisar o valor dos presentes em diferentes lojas, antes de efetuarem as compras e essa será a tática da secretária Gabriela dos Santos, 30 anos. Ela conta que essa é a primeira data ao lado da filha, Júlia. “O dia é próximo do mesversário de 9 meses e quero comemorar a presença dela, pois Júlia foi um milagre”.

Sendo assim, além do presente, a pequena também vai ganhar uma festa. “Por isso, pretendo gastar uns R$ 300, mas sempre pesquiso bastante antes de comprar qualquer coisa. Vou dar uma roupa nova, pois criança nessa idade perde as peças com um curto espaço de tempo e farei um bolo em casa”, finaliza.