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Após amadurecer estilo de governar, Zema é aprovado por 61,6% dos mineiros

A sondagem da popularidade do governador Romeu Zema (Novo), realizada pelo Instituto Paraná, destaca que 61,6% dos entrevistados aprovam a atual administração. A pesquisa foi realizada nos dias 28 de julho e 2 de agosto, quando Zema completava 7 meses à frente do governo mineiro.

O diagnóstico, de certa forma, surpreendeu o grande público. Apesar das pessoas estarem mais atentas às falas, decisões e delírios de Brasília, o governador se mantinha preservado.

No comparativo com o último levantamento, também do Instituto Paraná, houve um crescimento no índice de aprovação do governador. Em março, ele era avaliado positivamente por 59,8%.

Sobre o assunto, o deputado estadual Arlen Santiago (PTB) disse que isso demonstra que a população está acreditando na nova era em Minas. “Aqui, na Assembleia Legislativa, temos procurado ajudar, na medida do possível, para que o trabalho de Zema traga resultados. Agora não temos mais as farras com o dinheiro público. Não existem mais os desmandos administrativos, como era comum até recentemente”, opina Santiago.

Representando o segmento produtivo, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e empresário Marcelo de Souza e Silva comentou: “O governador e sua equipe têm de continuar a trabalhar e buscar bons resultados para Minas e para os mineiros. É para isso que foi eleito. Assim, será sempre reconhecido”.

Melhora nos índices
No mês passado, a equipe de Zema comemorou a redução de 26,8% dos crimes violentos nos primeiros seis meses de 2019. As ocorrências caíram de 46.987, registradas no ano passado, para 34.379, neste ano.

Esses índices foram avaliados positivamente por diversos segmentos. Entidades como a CDL/BH, Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Fecomércio reiteraram que um estado seguro é importante para atrair os empresários, pois eles podem aportar os seus empreendimentos aqui sem que tenham sobressaltos.

Mudanças
Claro que ainda existem muitos céticos em relação a presença de Zema no Palácio da Liberdade. Aos descrentes, o chefe do Executivo tem procurado responder com sinceridade, segundo a qual está administrando um Estado em situação de penúria financeira, não sendo possível por em prática muitos de seus planos.

Além do mais, ele tem se deslocado da Cidade Administrativa com mais frequência. Sua presença foi notada, nos últimos meses, em quase todas as regiões de Minas. Recentemente, em Diamantina, Zema foi aplaudido pelos populares e, quando esteve na solenidade de premiação da Faemg em BH, foi elogiado pelo convidados.

“O relacionamento do governador com os deputados estaduais tem melhorado consideravelmente”, garante o primeiro vice-presidente da Casa, o deputado tucano Antônio Carlos Arantes. Semana passada, foi do próprio Zema a iniciativa de solicitar ao presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PV), a permanência em Brasília, por 2 dias seguidos, para fazer contados.

Além do mais, a relação do Palácio da Liberdade com a imprensa tende a melhorar após a chegada do secretário de Comunicação Roberto Bastianetto. O objetivo é estreitar a ligação do governador com os profissionais da área, por meio de muito diálogo e visitas aos veículos de comunicação do estado.

Semestre difícil
As entidades sindicais, especialmente as defensoras dos funcionários públicos, prometem fazer dos espaços próximos à Assembleia Legislativa uma verdadeira praça de guerra quando forem enviados os projetos propondo a reforma Administrativa, o que inclui as vendas de estatais. Segundo comentários de bastidores, eles terão força suficiente para promover uma movimentação de rua intensa, procurando demonstrar insatisfação em relação à privatização da Cemig e Copasa.