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Superação e inovação, marcas do comerciante

O comerciante exerce uma atividade vital para a sociedade e está presente em todos os momentos da humanidade. E, em Belo Horizonte, desde a sua fundação, em 1897, os setores de comércio e serviços constituíram-se na alma da cidade. Mais do que uma vocação natural da capital, o comércio e a área de serviços formam, juntos, o segmento produtivo que mais emprega e mais dá dinâmica econômica ao desenvolvimento da cidade. Os setores de comércio e serviços são responsáveis por mais de 72% do Produto Interno Bruto (PIB) da capital. Aqui existem mais de 75 mil empresas dos segmentos, que empregam mais de um milhão de pessoas. Em Minas Gerais, o número de trabalhadores passa de 3 milhões. No Brasil, esse total soma mais de 35 milhões de pessoas empregadas.

E o bom desempenho desse setor só é possível devido a atuação do comerciante, que em todos os tempos enfrenta diversos desafios para exercer suas atividades e manter as portas de seus estabelecimentos abertas. Com persistência e superação, os empresários do comércio já venceram diversas situações adversas e transformaram seus negócios. A categoria já teve que enfrentar mudanças causadas pelos diferentes planos econômicos e regimes políticos. Nós últimos anos a grave crise econômica e política vivida no país abalou em cheio o setor, fazendo com que diversas empresas tivessem que sacrificar seu lucro para não fechar as portas ou demitir funcionários.

Os avanços tecnológicos que afetaram o comportamento do consumidor também provocaram uma verdadeira alteração no comércio. Os comerciantes tiveram que investir em tecnologia e em novas práticas para se manter no mercado e melhorar o desempenho, pois os consumidores não estão mais em busca apenas de adquirir um produto, e sim de uma experiência de compra diferenciada. Com isso, cada vez mais, o comerciante teve que ser visionário e empreendedor, tendo que estar com um olhar atento às tendências e a tudo que acontece ao seu redor para poder criar novas oportunidades. Afinal, as transformações acontecem o tempo todo e se multiplicam pelas redes, influenciando opiniões, desejos e o consumo.

Outro grande entrave enfrentado pelos comerciantes, e todos os empresários em geral, é a alta carga tributária do Brasil, que está entre as maiores do mundo. O excesso de burocracia também é um ponto crítico para os empresários do comércio que encontram um ambiente de negócios pouco amigável para expandir suas atividades. Os problemas que interferem na dinâmica da cidade também geram impactos nos setores de comércio e serviços. A falta de segurança, os problemas de mobilidade urbana, a população em situação de rua, por exemplo, também são questões que impactam no segmento.

Entretanto, mesmo tendo que passar por todos esses obstáculos, o comerciante segue empreendendo, atuando com energia para transpor os desafios e continuar exercendo seu ofício. Diariamente os comerciantes têm que inovar para atender bem os clientes, desenvolver seus negócios e se manterem competitivos no mercado.

O comerciante tem jogo de cintura e muita criatividade. É capaz de se adaptar rapidamente às situações adversas ou favoráveis. O comerciante inova e busca alternativas para conquistar o cliente e aumentar suas vendas. Ele usa toda sua criatividade para descobrir novas possibilidades de negócio, e outros caminhos para seguir em frente, contribuindo assim, de forma expressiva, para o crescimento da cidade, gerando empregos e movimentando a economia.

No Brasil, a sua importância foi reconhecida em 1953, ano da criação do Dia do Comerciante, comemorado no dia 16 de julho. A data é uma homenagem ao nascimento de José Maria da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, grande incentivador dos portos brasileiros ao comércio.

O comerciante é um profissional que empreende, assume riscos, inova, atua em prol da expansão dos negócios, possibilita a geração de novos postos de trabalho e renda. Um empresário que exerce uma atividade primordial para toda sociedade e que merece ter sua atuação valorizada e reconhecida.