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Vendemos jovens e importamos medalhões com data vencida

Crédito: Divulgação

Volta sempre a velha polêmica sobre os campeonatos regionais. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anda anunciando uma padronização nas fórmulas e na diminuição de datas. É importante, inadiável. Mudamos a fórmula em Minas para pior e no Rio o modelo chega às raias do absurdo.

Ainda é valido o futebol local, os estádios estavam cheios nas várias decisões pelo Brasil afora. A rivalidade doméstica deve ser preservada, mais enxuta, mais inteligente. O futebol brasileiro com sua capilaridade precisa explorar as tradições desses regionais, dar lazer e emprego para milhares de atletas abrigados em pequenas e médias equipes, muitas delas centenárias. A Copa do Brasil, um torneio democrático ajuda bastante a missão de manter a chama acesa.

 

Vamos olhar com boa vontade para nosso terreiro e deixar de lado essa comparação com o futebol europeu que de tão impossível se tornou inútil.

Futebol hoje se tornou uma competição financeira e, aqui no Brasil, não é novidade, perdemos o poder de competir. Já há algum tempo não formamos jogadores para nossas equipes, e sim para negociá-los na primeira oportunidade.

Estamos vendendo jovens e importando medalhões, com data vencida. É duro aceitar, mas é a realidade.