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Do pão de queijo ao chimarrão: Minastchê chega à 17ª edição

crédito - Júlia Melo

Dos dias 26 de abril a 5 de maio, os mineiros poderão conhecer o Sul do país sem precisar pegar um avião. É que, neste período, acontece a 17ª edição do Minastchê, evento que traz inúmeras atrações gaúchas para a capital. Neste ano, a feira acontece na Serraria Souza Pinto e conta com mais de 100 expositores.

Segundo a organização, o evento buscar trazer novos atrativos para o público, tanto comercial quanto cultural. “Esse ano optamos pela cultura polonesa, que povoou a região Sul do Brasil”, explica Sérgio Silva, um dos organizadores da feira.

A ideia de homenagear os poloneses deve-se ao fato de que o país tem a terceira maior população de ascendência polaca do mundo: cerca de 1,5 milhão. E a maior concentração está na cidade paranaense de São Mateus do Sul. Os municípios gaúchos de Áurea e Guarani das Missões também possuem grande população polonesa.

Por meio da dança e da comida, o Minastchê mostra um pouco dessa cultura que criou raízes no Brasil. “Além disso, teremos a apresentação de um grupo de dança nos 5 primeiros dias da feira”, conta Silva.

Vivendo o Sul

Já Nos últimos 5 dias de feira, a cultura italiana será apresentada. “Traremos o tradicional tombo da polenta, que é quando eles fazem 100 quilos de polenta em um grande caldeirão e cantam músicas italianas. No final, a comida é virada em uma grande travessa e servida ao público. Eles fazem isso durante a colheita da uva e preparação do vinho”.

As novidades também poderão ser vistas nos stands que terão produtos de diversos segmentos como queijos, salames, vinhos, chocolates de Gramado, jaquetas, botas, bolsas e utensílios domésticos.

A auxiliar em recursos humanos Tatiana Miranda está ansiosa para renovar seu estoque. Ela conta que, na edição do ano passado, comprou queijos, chocolates e vinhos. “É tanta coisa deliciosa e com preços razoáveis. Este ano quero tentar comprar roupas e calçados. A moda do Sul é linda”.

Já o gerente de banco Wagner Capp está mirando no churrasco. “Sou fã de uma boa gastronomia e o modo de preparo das carnes é sensacional. Acaba que é uma oportunidade para termos acesso a essa cultura sem precisar viajar, o bolso agradece”.

Para Silva, o sucesso do Minastchê se dá pelo fato das culturas do Sul e de Minas serem semelhantes. “O amor ao campo e as origens é característico aos dois lugares. Além disso, o gaúcho e o mineiro são muito tradicionais e valorizam a família”.

Expectativa

O organizador do evento adiciona que o Minastchê é considerado o evento mais antigo de Belo Horizonte, segundo a Belotur. “Para este ano, a expectativa é de, pelo menos, 50 mil pessoas durante os 10 dias”.

Além disso, ele espera comercializar 100% dos 120 estandes. “Entendemos que o comércio varejista está passando por um momento delicado, mas faremos bons negócios em função do grande público que participa”.