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Prefeito de BH fica longe da crise que assola Minas

Crédito - Lucas Prates

Se não há crise mais séria na Prefeitura de Belo Horizonte, em parte, se deve ao fato do prefeito Alexandre Kalil (PHS) ter tomado providências assim que assumiu o posto, incluindo o corte de despesas, a reforma administrativa e outras medidas que, agora, se aclaram em sua popularidade de 75%, conforme levantamento divulgado na virada do ano.

Neste momento de crise no Governo do Estado e que atinge quase a totalidade das cidades mineiras, Kalil é tido como o político mais notório do momento em Minas. Ele transita livremente por todos os locais sem sofrer hostilidades. Só a título de comparação: até mesmo o governador do Estado, Romeu Zema (Novo) tem sido questionado e vaiado, como aconteceu na solenidade de posse dos deputados na Assembleia Legislativa, na semana passada. A ALMG mais lembrava uma praça de guerra, com funcionários públicos e outros manifestantes querendo impedir a presença de Zema no auditório da Casa Legislativa.

Nos bastidores, os comentários indicam que Kalil tem mais ou menos o estilo Hélio Garcia de administrar. Ele delega poderes a seus auxiliares e se incumbe de cobrar resultado e, conforme disse na época de sua posse, não aceita interferência de outros políticos. Porém, isso não quer dizer que não tenha tato para cuidar de assuntos políticos, pelo contrário, o prefeito faz questão de conversar com os vereadores. Foi assim que ele desfez a celeuma relativo ao afastamento de seu vice-prefeito, Paulo Lamac (Rede), do cargo de secretário de Governo. O assunto é superado, pois Lamac só deixou de ser secretário, mas nutre uma convivência harmônica com Kalil, com quem despacha quase diariamente.

Nos inúmeros encontros relacionados à boa posição da PBH no que diz respeito aos belo-horizontinos, os assessores do prefeito garantem que não há mágica. É só trabalhar com racionalidade. Não obstante, vez por outra, escapam reconhecimentos quanto à capacidade gerencial e administrativa do secretário da Fazenda da Prefeitura, Fuad Noman. Ele disse, ao lado do prefeito, no início deste ano: “Não temos um caixa recheado, porém, dispomos de condições para a máquina pública funcionar sem sobressaltos e, inclusive, com disponibilidade de realizar obras menores e algumas de maior vulto”.

No ano passado, muitas oportunidades de emprego foram criadas na capital mineira, segundo estatísticas oficiais. Por esse motivo, uma frase de Kalil, dita para os empresários e comerciantes, volta a ser relembrada: “Até então, em BH, nada pode. A partir de agora, tudo pode desde que sejam respeitadas as leis e sem gerar bagunça, claro”.

Kalil faz parte de um grupo de empresários que se embrenharam na política, a exemplo do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e, mais recentemente, o próprio governador Zema. E o prefeito de BH tem obtido sucesso, tanto que os comentários de bastidores relativo à política dão conta que se a eleição para sucessão municipal fosse hoje, ele seria reconduzido ao posto com certa tranquilidade. No entanto, Kalil e seus assessores sabem de uma realidade: já existem nomes citados para a disputa. Os mais mencionados são o deputado estadual, mais votado de Minas, Mauro Tramonte (PRB); o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL); o senador Rodrigo Pacheco (DEM); e o também deputado estadual João Vitor Xavier (PSDB).