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Os novos caminhos do esporte

Faz tempo e bota tempo nisso, que o nosso governo federal e estadual não cuidam do esporte com o carinho e atenção que ele merece. No fundo nunca existiu uma política pública eficiente para este segmento.  Nosso esporte, amador ou profissional, sempre foi tratado de forma improvisada, sem estrutura e verba suficiente. Em Minas nunca foi diferente. Além da constante e crônica escassez de dinheiro, mesmo no tempo das vacas gordas, quase sempre faltou um gestor competente, com experiência ou no mínimo interessado. Normalmente o cargo de ministro ou secretário vem sendo ocupado por algum político com o objetivo único de preencher cota de partido ou para abrigar algum amigo.

Nesta roda maluca, o esporte vem sendo relegado a um segundo ou terceiro plano. Às vezes, a plano nenhum. Os projetos e programas existentes são realizados de qualquer maneira, graças ao esforço de idealistas e a boa vontade de atletas e treinadores. Muitos pagam do próprio bolso sua participação nos eventos. E agora meus amigos, o que já não é bom, corre o risco de piorar. Deteriorar.  Quem sabe até acabar.

O novo governo, atolado em dívidas, problemas e reformas, resolveu acabar com o Ministério do Esporte. Melhor. Resolveu integrar suas atividades ao recém-criado Ministério da Educação, Esportes e Cultura. Em Minas, com os mesmos problemas e utilizando o mesmo argumento, a Secretária de Esportes também foi extinta. Suas atividades foram integradas a outra secretaria.

Até aí tudo bem, vivemos uma crise econômica seria, é preciso racionalizar gastos. Nomenclatura, formato e local de funcionamento pouco importa. O que interessa mesmo são as ações, a competência. O grande medo é que o esporte, já tão judiado e esquecido, se transforme em apenas num penduricalho dentro de uma estrutura gigantesca. Se isto acontecer, um abraço.

Mas vamos ser otimistas. Esperamos que o governo federal e estadual tenham um olhar inteligente e especial para o esporte brasileiro. Que assuma o compromisso de construir uma verdadeira política nacional de desenvolvimento para o esporte, tanto para o de alto rendimento, como oferecendo a população de todas as classes e idades o acesso gratuito e fácil para que todos possam praticar as mais variadas modalidades esportivas, seja na praça, ginásios, estádios, galpões ou qualquer outro lugar, garantindo qualidade de vida e desenvolvimento humano para todos.

Que o governo entenda que ao promover a prática esportiva, está diminuindo custos com o tratamento de doenças, com o combate a violência, além de contribuir com a boa formação e no aumento da autoestima em geral. Esporte não representa gasto. É investimento com alto retorno.

Neste embalo, vamos torcer e cobrar para que os poucos programas existentes sejam mantidos e melhorados. Que novos projetos sejam implementados e, principalmente, que gestores profissionais e preparados sejam escolhidos para comandar o esporte mineiro e brasileiro nos próximos 4 anos, incluindo um projeto sério para o nosso futebol amador e profissional.

A imprensa esportiva, tenho certeza, sempre estará pronta e preparada para colaborar, aconselhar, formular ideias e ajudar a promover. Afinal de contas, somos especialistas no assunto.

Troféu Guará

Pedimos licença para agradecer a Rádio Itatiaia e aos veículos de comunicação de Minas Gerais que escolheram a nossa AMCE para receber o Troféu Guará Especial.  A entidade está comemorando os seus 80 anos de existência e recebeu o prêmio (o maior e melhor do jornalismo esportivo de Minas) no último dia 28 de janeiro.

Em nome dos nossos diretores, conselheiros e associados, o nosso muito obrigado.

*Presidente da Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE)

amce@amce.org.br