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Casos de afogamento sobem 30% no verão e preocupam Bombeiros

O calor intenso desta época do ano faz várias pessoas procurarem por clubes, piscinas, lagoas, cachoeiras e rios. No entanto, não são todas que tomam as devidas precauções para evitar afogamentos. Por esta razão, os casos nesse período chegam a aumentar cerca de 30% se comparado a outros meses do ano. Em 2018, foram atendidas mais de 600 ocorrências envolvendo acidentes desse tipo, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

A quantidade de vítimas fatais também chama a atenção. Do dia 1º até 13 de janeiro de 2019, 23 pessoas morreram por afogamento no Estado. Desse total, 21 são do sexo masculino. E para evitar que o período de lazer e descanso seja interrompido por uma tragédia, algumas dicas de segurança são extremamente importantes.

De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros Pedro Aihara, a atenção redobrada nunca é demais. “A utilização segura de qualquer diversão aquática não deve ser feita após a ingestão de bebida alcoólica, entorpecente ou droga. Antes de entrar na água, sempre identifique os locais onde possuam salva-vidas e permaneça próximo à margem. Caso a pessoa não saiba nadar é importante utilizar os equipamentos de segurança como colete ou boia”, reforça.

As brincadeiras de mau gosto como caldos, trotes e saltos também devem ser evitadas. “Além disso, nunca nade sozinho, pois caso aconteça alguma coisa com você, a outra pessoa pode prestar o primeiro auxílio e buscar por ajuda. Também não entre em águas poluídas ou em locais onde existem placas de perigo. Em Minas Gerais temos um grande número de ocorrências por causa das pessoas que saltam em áreas que não conhecem”.

A atenção dos pais também deve ser reforçada. “Eles nunca devem deixar as crianças sozinhas, pois em um momento de distração pode ocorrer o afogamento. A dica é fazer um sistema de revezamento entre os responsáveis e cada hora um fica de olho”.

Ele salienta que os casos de afogamento podem acontecer até mesmo com quem sabe nadar. “Muitas pessoas que têm conhecimento correm risco, pois menosprezam a força da água ou tem excesso de confiança. A dica é observar os cuidados de segurança e saber se a profundidade do local e a distância são compatíveis com o condicionamento físico”.

Ao ver uma pessoa se afogando, o instinto da maioria é tentar ajudar. Porém, o tenente orienta a não entrar na água para salvá-la. “Na situação de desespero, a vítima pode se debater e segurar quem está querendo resgatar, levando os dois a se afogarem. O ideal é que a gente jogue flutuadores como tampa de isopor, pedaço de madeira ou corda. Em caso de emergência, ligue no 193 para que o Corpo de Bombeiros seja deslocado o mais rápido possível para o atendimento”, afirma.

Uma situação de muita tensão aconteceu com o estudante Alexsandro dos Santos. Ele e mais dois amigos foram aproveitar uma tarde na cachoeira e quase que a diversão termina em tragédia. O caso aconteceu em 2016 e nunca mais saiu da memória do rapaz. “Era por volta de 15h30 quando decidi entrar na água. Pouco tempo depois, as minhas pernas começaram a formigar e eu não tive forças para voltar para a margem. Estava numa parte mais funda, tentava nadar, mas não conseguia manter a cabeça fora da água e estava me afogando. Gritei por socorro e meus dois amigos e mais um outro homem que estava no local pularam para tentar me resgatar. Com muito custo, conseguiram me colocar deitado em uma pedra e fiquei ali tentando me recuperar. Foram os minutos mais tensos da minha vida. Nunca mais brinco com água. Eu realmente pensei que fosse morrer”, relembra.

Daniel Amaro
Formado em jornalismo, Daniel tem 25 anos e possui experiência em assessoria de comunicação voltado para produção de conteúdo para web. Ama escrever sobre política, cultura, economia e saúde. É apaixonado por jornalismo investigativo e estudar inglês. É perseverante e adora desafios. Seu hobby preferido é viajar.