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Sensibilidade nos dentes atinge 70% da população

Crédito: Divulgação

Diferente do que alguns possam imaginar, o problema bucal que mais atinge a população não é a cárie, mas a sensibilidade dentária. Aquela dor curta, mas aguda ao encostar um ou mais dentes em alimentos muito quentes ou gelados atinge 70% dos brasileiros.

A sensibilidade dentária, ou hipersensibilidade dentinária, é provocada por uma degradação química do esmalte do dente que causa um deslocamento da gengiva e a expõe uma estrutura chamada de dentina, tecido que pode ser visualizado na coroa do dente ou abaixo da gengiva, que tem conexão com os nervos. Quando esses nervos desprotegidos tocam em alimentos quentes, frios, ácidos ou até mesmo um talher, a dor é imediata.

Segundo explica a cirurgiã dentista Renata Amorim, ingerir alimentos ou bebidas como refrigerantes, isotônicos, cerveja, vinho, iogurte, tomate, vinagre e frutas cítricas pode dissolver gradualmente o esmalte e levar à exposição da dentina. “Fatores como estresse e lesões que ocorrem devido a hábitos como bruxismo, roer unhas, morder objetos e, até mesmo, em pacientes com problemas gástricos (como anorexia, bulimia, etc) ou dependentes químicos também podem causar essa exposição”, afirma. De acordo com a dentista, até uma escova de dente muito dura pode lesionar a gengiva do paciente e causar o problema.

Escovar os dentes logo em seguida agrava o quadro, uma vez que o creme dental pode reagir com os ácidos e acelerar a corrosão. Portanto, além de evitar o consumo exagerado de alimentos ácidos, a dica da dentista é esperar 30 minutos para limpar os dentes. “Não existe uma faixa etária específica ou gênero com maior predisposição à doença. Os hábitos de vida é que podem influenciar no surgimento da sensibilidade. Por isso, é importante manter uma dieta saudável, cuidar da higiene bucal e frequentar um dentista regularmente”, ressalta.

O tratamento para a redução da sensibilidade requer procedimentos no consultório e em casa, e vai desde aplicações de laser e medicamentos dessensibilizantes até restaurações e cirurgias de recobrimento radicular. Os casos variam e somente um dentista pode avaliar a situação.

Mesmo sendo da área, a técnica em saúde bucal Beatriz Leite nunca foi alertada que existia tratamento para o problema que lhe causava tanto desconforto. “Sentia muita dor e uma sensação de choque, principalmente, nos dentes anteriores”. Sorvete, laranja e suco de limão entravam na lista de alimentos e bebidas que mais causavam dor.

Só depois de começar a trabalhar em um consultório que ela descobriu que havia solução. “Na primeira sessão no dentista já senti a diferença. Mas ainda estou em tratamento”, conta.