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E o esporte. Como é que fica?

Minas Gerais se prepara para um novo tempo em termos de administração. Literalmente um tempo novo e diferente a ser liderado pelo governador eleito Romeu Zema (Novo), a quem damos nossas boas-vindas e desejo de grande sucesso.
A mudança parece brusca. Velhos caciques da nossa vida política estão saindo de cena, dando lugar a novas personalidades, novos pensamentos e certamente diferentes atitudes.

Sabemos que nosso Estado vive situação de penúria. Falta tudo em todos os setores. A dívida é enorme, a desordem administrativa absoluta e a esperança do povo bastante abatida. O novo governo não vai ter tempo nem de respirar. Vai ter que atacar em várias frentes ao mesmo tempo, tentando pelo menos estancar a terrível hemorragia.

Sabemos também que educação, saúde e segurança são prioridades absolutas, mas as outras áreas também precisam de socorro urgente. Aí entra o esporte. Um setor sempre relegado à prateleira de baixo, com poucas verbas e projetos nem sempre bem realizados. Por aqui não existe apoio para o desenvolvimento do esporte dentro das escolas, ruas e até praças esportivas públicas.

Faz tempo que sofremos com gestores sem conhecimento do setor, ocupando o cargo apenas para fazer política, achando que para incentivar o esporte basta distribuir material esportivo, medalhas e troféus. É triste, mas sempre sofremos com a falta conhecimento ou vontade política para que a população possa ser mobilizada para praticar algum esporte em local apropriado e o mais importante recebendo orientação profissional.

O que temos por aí são equipamentos sem boa conservação instalados em praças públicas ou calçadas esburacadas para caminhadas. Quem tem recursos, frequenta academias ou clubes, quem não tem se vira como pode ou então adere a terrível vida sedentária. Imagine quantas doenças, problemas e violência seriam evitados com o estímulo e facilidades para que todos pudessem fazer do esporte sua rotina de vida.
Que o novo governo chegue colocando o esporte como prioridade, como parte integrante da educação, da cidadania, do combate às drogas e outras violências.

A gente sabe que não dá para fazer tudo de uma só vez. Que a situação está preta, mas precisamos começar. Milhares de pessoas esperam por esta oportunidade, principalmente os jovens e os idosos. Promover a participação efetiva da população em atividades esportivas variadas, com orientação profissional não é coisa de outro mundo. Não custa bilhões, não necessita de obras faraônicas e nem impede a realização de outras ações.

Esperamos ansiosos que o novo governo de Minas Gerais, liderado pelo jovem empreendedor Romeu Zema tenha esta consciência.
Não precisamos de um projeto para formar atletas olímpicos ou futuros medalhistas. Precisamos apenas de algo que possa mobilizar e movimentar a população em torno do esporte. Agitar esta energia que está reprimida e que pode ajudar Minas a sair da depressão. Que o novo comece pelo esporte.

*Presidente da Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE)
amce@amce.org.br