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Praticar esportes pode ser o melhor remédio no combate às doenças

Fazer uma atividade física regularmente é fundamental em qualquer idade e traz diversos benefícios ao corpo. Além disso, a prática também pode auxiliar no combate a diversas doenças causadas pela rotina estressante do dia a dia. Não importa o tipo de exercício, podendo ser uma simples caminhada, dança, natação ou, até mesmo corrida. O importante é a vantagem que ele traz.

Segundo o educador físico Maurício Oliveira, praticar algum esporte interfere radicalmente na melhora da saúde mental. “Algumas doenças como transtorno de ansiedade, depressão e estresse podem ser combatidas. Dependendo do caso, pode até reduzir a frequência no uso de medicamentos”, explica.

Ele diz que essa melhora acontece por causa do aumento na produção de serotonina. “É um neurotransmissor responsável pelo bom humor e sensação de bem-estar. Também tem um outro elemento chamado endorfina, liberada durante e após fazer uma atividade física. Ela é responsável pela emoção e ajuda a relaxar. Com apenas 30 minutos diários de qualquer exercício, há maior liberação dessas substâncias e melhoria de vida do praticante”.

Mas para que o esporte seja eficaz no combate a essas doenças, Maurício chama atenção para a escolha do exercício. “É importante fazer uma atividade que se identifique, pois facilita o engajamento para praticá-la regularmente. Comece pelas mais simples como, por exemplo, uma caminhada. Chamar um amigo, parente ou vizinho para fazer os exercícios também ajuda a se comprometer”.
O educador físico reconhece que quem possui algum tipo de transtorno tem certa resistência para iniciar uma atividade física. “O primeiro passo é sempre mais difícil, principalmente para quem sofre de depressão. Mas depois que começa não quer parar mais. O importante é deixar o sedentarismo de lado e fazer o corpo se movimentar”.

Mudança de vida
A estudante de medicina Camilla Cardoso já sofreu bastante com problemas de estresse e ansiedade. A rotina agitada de estudo fez com que ela precisasse repensar seu estilo de vida. “Todo final de período era a mesma coisa. Provas e trabalhos me deixavam com dor de cabeça, a mão transpirava e vinha aquela sensação de angústia horrível. Tinha dificuldade de me concentrar e dormir. Mas era só passar essa fase que tudo voltava ao normal”.

Há cerca de um ano, ela decidiu procurar ajuda e foi diagnosticada com transtorno de ansiedade. “A médica receitou alguns medicamentos que me auxiliariam, mas eu não queria viver a base de remédios. Ela disse que fazer uma atividade física, talvez, poderia me deixar menos estressada e melhorar a ansiedade”.
Camilla resolveu entrar para as aulas de natação. “É um esporte que já fiz quando criança e gosto bastante. Tenho feito a atividade três vezes na semana. Minhas crises tiveram uma melhora considerável e, aos poucos, foram ficando mais leves. Hoje, aprendi a controlar minha ansiedade”.

Fique sabendo!
De acordo com um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade e a depressão afeta 5,8% da população.

Daniel Amaro
Formado em jornalismo, Daniel tem 25 anos e possui experiência em assessoria de comunicação voltado para produção de conteúdo para web. Ama escrever sobre política, cultura, economia e saúde. É apaixonado por jornalismo investigativo e estudar inglês. É perseverante e adora desafios. Seu hobby preferido é viajar.