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Instituições de ensino são pichadas com frases homofóbicas em Minas

Crédito: Divulgação

A polarização política das eleições 2018 tem afetado as relações interpessoais e despertado o preconceito contra diversos grupos considerados minoritários. Se os ataques não são verbais ou por meio de palavras nas redes sociais, aparecem também em forma de pichação. E mais uma vez a comunidade LGBT virou alvo. As portas dos banheiros da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foram rabiscadas com frases homofóbicas e desenhos da suástica, em referência ao nazismo.

É possível ler os dizeres “morte aos viados” e “morte aos gays”. A Faculdade de Direito declarou repúdio à ação. “Lamentamos profundamente as inúmeras manifestações de violência e de discriminação, que vêm ocorrendo no nosso país, em clara ameaça à proteção dos direitos fundamentais e dos valores democráticos, especialmente a liberdade de expressão e a proteção da vida e da dignidade humana”, diz a publicação.

A Faculdade de Direito lembrou ainda dos recém-completos 30 anos da Constituição Federal e disse que respeita a diversidade e não aceitará qualquer forma de discriminação ou violência. “Não mediremos esforços para continuar recebendo e acolhendo nossa comunidade acadêmica independentemente de raça, gênero, credo e condição social, pois acreditamos na força e na importância de cada um para a construção de uma sociedade mais humana”, informa a nota.

A UFJF também condenou o acontecimento. “Lamentamos veementemente todas as manifestações de racismo, homofobia, misoginia, sexismo ou quaisquer outras formas de discriminação contra a liberdade, verificadas na UFJF e em todo o país. A instituição reafirma seu compromisso com a democracia e com a defesa de todos os direitos que garantam a cidadania”.

Já na capital mineira, uma ação parecida também ocorreu. O muro da Escola Estadual Governador Milton Campos, no bairro Lourdes, foi pichado com frase que demonstra ódio aos homossexuais e uma suástica com o número 17, referência ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) afirmou por meio de nota que ainda não tem informações sobre os responsáveis. A pasta já providencia a pintura do muro e disse que “repudia quaisquer atitudes e manifestações fascistas de discriminação e de preconceito”. A direção da escola estuda ações pedagógicas com a temática para serem desenvolvidas com a comunidade escolar.

Fique sabendo!

De acordo com a Lei Nº 9.459/97, configura um crime fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. A legislação prevê reclusão de 2 a 5 anos e multa.

Daniel Amaro
Formado em jornalismo, Daniel tem 25 anos e possui experiência em assessoria de comunicação voltado para produção de conteúdo para web. Ama escrever sobre política, cultura, economia e saúde. É apaixonado por jornalismo investigativo e estudar inglês. É perseverante e adora desafios. Seu hobby preferido é viajar.