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34% dos brasileiros gastam com alimentação fora do lar

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O hábito de comer fora de casa tem sido uma realidade cada vez mais presente na vida de muitos brasileiros. E existem as mais diversas opções como lanchonetes, fast food, petiscos, bares, padarias, restaurantes, entre outros. A falta de tempo e até mesmo a praticidade são apontados como fatores que impulsionam o setor, apesar do cenário econômico turbulento. De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34% dos brasileiros gastam com alimentação fora do lar, sendo consumido uma média de 25% da sua renda.

Segundo uma pesquisa da Fiesp/Ibope, a preferência dos brasileiros é pelos restaurantes por quilo (27%), seguido pelas lanchonetes ou redes de fast food (19%). O almoço é a refeição menos praticada no ambiente doméstico. 53% da população disseram que almoçam pelo menos um dia da semana fora de casa. Já o café da manhã aparece em segundo lugar com 33%.

Esse tipo de alimentação pode representar um grande impacto no orçamento no final do mês. Conforme dados da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), o valor médio de uma refeição completa (prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café) no Brasil é de R$ 34,14. Isso quer dizer que, caso uma pessoa queira comer fora todos os dias, o gasto pode chegar aos R$ 751.

Segundo o economista e especialista em finanças Leandro Martins, o setor de Food Service não é muito abalado pelo cenário econômico. “As pessoas que já tem essa disposição de comer fora podem reduzir a quantidade de vezes que fazem essa refeição ou trocar por uma opção mais barata. Mas elas nunca deixam de consumir. O faturamento desse ramo é constante nos últimos anos”.

Martins afirma que há algumas razões para as pessoas optarem por comer foram. “A principal delas é a falta de tempo de preparar os alimentos em casa. Também temos um fato interessante na estrutura familiar. Hoje existem muitos casais sem filhos, que preferem investir na alimentação fora do lar por ser mais prático, bem como um momento de lazer”.

O gerente financeiro Carlos Eduardo Ribeiro tem o hábito de almoçar fora pelo menos cinco vezes na semana. “Como eu e minha esposa trabalhamos, não sobra tempo para cozinhar. A gente toma o café juntos em casa e o almoço de segunda à sexta é no restaurante. Tem um próximo à empresa que dá desconto especial para funcionários. Meu prato fica em torno de R$ 19, incluindo a bebida”.

Ele relata que as despesas com alimentação fora de casa são altas, mas que não há outra alternativa. “Já colocamos na ponta do lápis. Por mês, gastamos cerca de R$ 950 do nosso orçamento. A gente sabe que com esse valor daria para fazer um boa compra e ainda sobrava. Mas o que pesa mesmo é a falta de tempo”, finaliza.

Você sabia?

O mercado de alimentos e bebidas representa 10,1% do PIB nacional. A Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel) estima que a alimentação fora de casa, também conhecida como Food Service, abocanhe 2,7% desse montante, com movimentação de cerca de R$ 170 bilhões na economia por ano.

Daniel Amaro
Formado em jornalismo, Daniel tem 25 anos e possui experiência em assessoria de comunicação voltado para produção de conteúdo para web. Ama escrever sobre política, cultura, economia e saúde. É apaixonado por jornalismo investigativo e estudar inglês. É perseverante e adora desafios. Seu hobby preferido é viajar.