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Crise econômica impulsiona compra e venda de produtos usados

Com o atual cenário econômico do país, os brasileiros têm adotado novos padrões de consumo. Muitos estão preferindo a aquisição de produtos seminovos por ser uma oportunidade de economizar. Existe também uma parcela que faz a venda de artigos usados, seja devido à crise, falta de espaço em casa ou a vontade de se desfazer de objetos pessoais e ainda lucrar com isso.

Conforme levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o ranking de objetos mais adquiridos nos últimos 12 meses é encabeçado pelos livros (54%) e automóveis e motos (43%).

No Brasil, a maioria das aquisições ou vendas são feitas via redes sociais, sites e aplicativos especializados. Mas também é comum encontrar os bazares, feiras e liquidações. A pesquisa ainda revela que os bens pessoais que mais foram colocados à venda nesse período foram os eletrônicos (40%), smartphones (40%), automóveis (39%), móveis (36%) e eletrodomésticos (36%). Há ainda um terço (33%) de consumidores que decidiram se desfazer de roupas e acessórios.

Para o educador financeiro do portal “Meu Bolso Feliz”, José Vignoli, esse mercado de usados está em alta devido aos marketplaces, uma espécie de comunidade ou plataforma online que concentra diversas lojas e marcas em um mesmo local. “O comércio de usados é amplamente favorecido pelas novas tecnologias e a internet, que aproximam pessoas desconhecidas com um interesse comum. Em um período em que muitos enfrentam dificuldades financeiras, essa pode ser uma saída para quem deseja fazer compras a preços acessíveis ou vender objetos que apenas ocupam espaço em casa”, analisa.

Um dado importante da pesquisa é que a maioria dos consumidores acreditam que não é necessário comprar um produto novo para estar satisfeito com o seu uso. É o caso da estudante Rafaella Pereira, que tem o hábito de adquirir livros usados. “Todo mês eu compro pelo menos dois volumes. Prefiro os usados do que os novos, até porque não vejo muita diferença física. Apesar de ser um produto usado, todos estão em bom estado de conservação. Acredito que o medo de muita gente é adquirir e vim rasgado ou faltando páginas. Confesso que nunca tive problemas quanto a isso, sem falar na economia. Enquanto um exemplar novo custa R$ 60, um usado pode sair até por menos da metade do preço”, explica.

E com a proximidade do Dia das Crianças, muitos pais também pretendem comprar produtos seminovos para presentear. O auxiliar de serviços gerais Leandro Marques está pensando em dar um celular para o filho. “Existe um grupo de compra e venda de usados que acompanho em uma rede social. Sempre tem alguém anunciando smartphone. Os preços são bem atrativos e compensam bastante. Pesquisei por um novo, sem ser muito moderno e estava na faixa dos R$ 2 mil. Já um seminovo está saindo entre R$ 800 e R$ 1.000 mil, com todos os acessórios e na caixa original”.

 

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Daniel Amaro
Formado em jornalismo, Daniel tem 25 anos e possui experiência em assessoria de comunicação voltado para produção de conteúdo para web. Ama escrever sobre política, cultura, economia e saúde. É apaixonado por jornalismo investigativo e estudar inglês. É perseverante e adora desafios. Seu hobby preferido é viajar.