Home > Economia > 89% dos brasileiros aprovam economia compartilhada

89% dos brasileiros aprovam economia compartilhada

A sociedade está passando por grandes mudanças, seja na política, economia, entre outros segmentos e a forma como se consome produtos e serviços não poderia ficar de fora. Atualmente, as pessoas estão optando por compartilhar algo para ter acesso ou até mesmo como uma forma de economizar.

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 89% dos brasileiros já experimentaram alguma modalidade de consumo colaborativo e ficaram satisfeitos após a experiência vivenciada. Apenas 2% dos entrevistados se dizem insatisfeitos, enquanto 9% estão indiferentes.

A pesquisa revela também que as modalidades mais utilizadas pelos brasileiros são as caronas para locais como trabalho, faculdades e viagens (41%), aluguel de casas ou apartamentos de terceiros para pequenas temporadas (38%) e aluguel ou empréstimo de roupas (33%). Outras atividades já utilizadas são as bicicletas compartilhadas em vias públicas (21%), financiamentos coletivos (16%), divisão de espaço de trabalho, como coworking (15%), aluguel de brinquedos (15%) e compartilhamento de moradias, também conhecido como república ou cohousing (15%).

Além disso, a cada dez consumidores, nove (87%) acreditam que a economia compartilhada é uma prática que vem ganhando mais espaço na vida das pessoas e 68% creem que, em até 2 anos, podem incorporar esta nova forma de consumir no seu dia a dia. Já para 81%, a economia colaborativa torna a vida mais fácil e funcional e 71% acreditam que possuir muitas coisas em casa mais atrapalha do que ajuda.

O educador financeiro do portal “Meu Bolso Feliz”, José Vignoli, afirma que essa fácil aceitação se deve ao fato de que os brasileiros perceberam que a prática facilita o consumo e acesso àquele bem ou serviço. “Um exemplo é o Airbnb, no qual o custo de hospedagem cai substancialmente a partir do fato que não é necessário desembolsar um valor alto para consumir. Ademais, têm aquelas bicicletas compartilhadas que também é uma boa experiência nesse sentido. A partir disto, há uma mudança de comportamento, porque as pessoas passam a não dar importância ao possuir, mas sim ao usufruir”.

Os dados do estudo corroboram com a fala de Vignoli: para 61% dos usuários, consumo colaborativo foi estratégia para economizar e 88% acreditam que quantia poupada é significativa.

Trabalhando em um coworking
Um dos locais que há compartilhamento do espaço é a Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA Vanguarda). Ela já inaugurou três unidades em Belo Horizonte, uma em Betim e outras sete no interior do estado, que possuem infraestrutura adequada para que os profissionais realizem reuniões com clientes, estudar processos ou qualquer outra demanda. “Muitos profissionais novos não têm condições de montar um escritório ou mantê-lo e o nosso espaço é justamente para isto: um bom local para os advogados exercerem bem as funções”, disse o presidente da CAA Vanguarda, Sérgio Murilo Braga.

Braga conta que os profissionais não pagam nada para usar o lugar, mas devem ser associados a Ordem Brasileira dos Advogados (OAB).

De acordo com o “Censo Coworking Brasil de 2017”, existem mais de 800 escritórios compartilhados registrados no país, aumento de mais de 100% em relação a 2016. Esse modelo de negócio gera cerca de 56 mil empregos.