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35% dos mineiros acima de 55 anos creem que filhos dependem muito deles

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A partir de 2039, o Brasil terá, em média, mais pessoas idosas (65 anos ou mais) do que crianças de até 14 anos, segundo a nova projeção populacional, divulgada este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados divulgados pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), sobre o perfil do mineiro idoso, indicam que são eles que devem sustentar a casa. Já que, na prática, essa faixa da população está no centro da economia familiar e é responsável pela maior fatia de renda da família e da gestão financeira do lar. 44% dizem ser a base do lar, o que é classificado por eles como um peso.

74% dos mineiros com mais de 55 anos têm dois ou mais filhos, 42% têm pai e/ou mãe vivos. Entre aqueles com mais de 55 anos, 30% moram na mesma casa que os filhos e desempenham funções importantes: aconselham, repassam bons valores e dão suporte à educação dos netos. Além da estrutura emocional, 35% acreditam que os filhos dependem mais deles do que gostariam.

Essa grande família trouxe novos formatos e conflitos, a “geração sanduíche”, que se desdobra para acudir filhos e pais idosos, é a que mais sente. “Existe uma tensão forte no que chamamos de ‘geração sanduíche’ e cenários familiares, como tudo na vida, têm pontos positivos e negativos. A questão positiva é que, como essas pessoas estão vivendo mais, existe um intercâmbio geracional benéfico, principalmente, em lares que você tem avós e netos juntos. O avô é mais ativo e o neto consegue absorver mais valores que são importantes dentro de uma fundação socioemocional”, explica Lívia Hollerbach, uma das idealizadoras da pesquisa “Tendências do mercado prateado de Minas Gerais”.

É o caso do lar da arquiteta Vanessa Carvalho de 27 anos, que mora com os pais e a avó desde criança. “A relação é como se fosse uma segunda mãe. Minha mãe é professora e sempre deu muita aula, então quem sempre esteve em casa e que cozinha todas as refeições é minha avó. Além de ser muito cabeça dura, acho que ela é grata por morar conosco, por isso arca com todas as despesas da casa: luz, água, telefone e supermercado”, comenta.

Para outros, a situação não é tão harmônica. A conta do envelhecimento aperta e 38%, entre 55 e 64 anos, afirmam que o padrão de vida caiu nos últimos anos. Esse número aumenta para 48% entre os que têm mais de 65 anos. Embora 49% tivessem a expectativa de que estariam em uma condição melhor, a realidade não é bem essa. Os gastos com saúde e ajuda a familiares tiveram um impacto negativo em suas finanças.