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Lacerda estaria mirando disputar a PBH em 2020

Crédito: JEB Editorial

Impedido em sua pretensão de ser candidato ao governo de Minas pelo PSB, Marcio Lacerda passou a ser adulado por vários concorrentes ao Palácio da Liberdade. Porém, nos bastidores, já é certa a sua presença nos palanques no que diz respeito ao pleito de 2018, apoiando um nome que possa representar melhor as suas aspirações.

Cogita-se que, a partir de agora, ele, paralelamente aos últimos acontecimentos, analise a possibilidade de iniciar um planejamento para uma possível candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte em 2020, onde teria mais facilidade de dominar a cena política, especialmente, no caso de se filiar a uma sigla que valorize mais o seu nome.

Ele foi afastado da disputa ao Governo de Minas, pelo PSB, na manhã de quarta, 1º de agosto, quando estava reunido com mais seis partidos para lançar uma terceira via nas eleições deste ano.

Lacerda disse que almejava candidatura própria, pois essa possibilidade de aliança era algo já comentado há algum tempo dentro do partido. “Já haviam me oferecido para concorrer na chapa com o PT para o Senado, mas eu não quis”. Ainda sobre a decisão tomada pela legenda, o candidato disse que essa é uma atitude comum da velha política, na qual o povo brasileiro não quer mais. “Foi um acordo feito na calada da noite para privilegiar a permanência do PT no poder. O PSB perdeu a oportunidade de se tornar uma via nacional, com a candidatura do ex-ministro Joaquim Barbosa e aqui em Minas”.

Lacerda acrescenta que não sabe qual será o seu futuro, mas que pretende participar da eleição. “Como forçaram a retirada da minha candidatura, vou ser um dos dissidentes. Quero participar das eleições e apoiar algum candidato que seja uma alternativa diferente do PT e PSDB. Não sei o que o PSB fará, mas acredito que não vai se unir na candidatura de Fernando Pimentel”.

Após a intervenção partidária em Minas, o caminho de Lacerda ficou ainda mais indefinido. Ele deverá ficar sem filiação por enquanto.

Delgado fortalecido?

O deputado federal Júlio Delgado (PSB) saiu fortalecido desse episódio, já que, como líder da bancada na Câmara Federal, sempre foi contra a candidatura própria, especialmente a de Lacerda. O parlamentar foi visto com algumas lideranças, em conversas reservadas, inclusive com o presidente do Partido Verde, Agostinho Patrus Filho.

Mas nem tudo é maravilha para a vida do deputado. Ele, por conta dessa postura, distanciou de vez do ex-prefeito. Além disso, o parlamentar também não tem bom relacionamento com o PT: basta rememorar que ele votou pela cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e foi o relator do processo de cassação de outro petista, o ex-ministro José Dirceu.

Entenda

Na quarta-feira, 1° de agosto, a política brasileira sofreu mudanças significativas que devem influenciar diretamente nas eleições deste ano: o PT e PSB fizeram um acordo para que os socialistas fiquem neutros no primeiro turno. Essa mudança de posicionamento altera completamente o cenário no estado, onde Antonio Anastasia (PSDB) e Fernando Pimentel (PT) disputam a liderança da corrida eleitoral.

 Semana passada, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, esteve em Belo Horizonte para comunicar a decisão do partido para Lacerda. Durante a conversa, Siqueira foi categórico: “Se quiserem ficar com raiva, não culpe outras pessoas. Fiquem com raiva de mim”.

Ao ser indagado de quem era o parecer, o dirigente teria afirmado que não citaria nomes. “Considerem que esta é uma decisão já tomada pela cúpula do partido e vocês nada mais podem fazer”, disse Siqueira.

De pronto, algumas lideranças esboçaram reações, pois Lacerda já estava reunindo com grupos políticos para fechar uma aliança. Porém, os apelos não foram ouvidos.