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Quase 70% dos varejistas estão confiantes com o segundo semestre

Para os varejistas, a crise econômica já está no passado. É o que demonstra a pesquisa de Expectativa de Vendas, elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG). Segundo dados do estudo, 67,3% das empresas acreditam que o segundo semestre de 2018 será melhor que o primeiro.

Os segmentos mais confiantes são o de veículos e motocicletas, partes e peças (27%); equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação (25%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (23,3%).

Para melhorar as vendas nesse período, os comerciantes prometem realizar promoções e liquidações (28%), ações de mídia/propaganda (26%), diversificação do mix de produtos (9,8%), entre outros.

Já a justificativa para as boas perspectivas são otimismo/esperança (49,8%), seguido pelo fato de os últimos meses do ano serem tradicionalmente melhores que os primeiros (18,5%), além da continuidade da recuperação do comércio e da economia (16,1%). Ademais, a principal forma de pagamento deverá ser o cartão de crédito (76%), sendo que 61,9% vai parcelar a compra em várias parcelas e 14% apenas de uma vez.

Guilherme Almeida, economista da Fecomércio MG, afirma que esse otimismo é histórico, pois é no segundo semestre que estão várias datas comemorativas, algumas mais tradicionais, como o Natal, Dia dos Pais e Dia das Crianças, e outras que entraram no calendário do brasileiro recentemente, como é o caso da Black Friday e a Cyber Monday. “Essas datas tendem a alavancar as vendas do varejo, pois trazem aquele apelo emotivo, o que leva as pessoas a consumirem mesmo que seja por impulso. Além disso, existe também a influência dos indicadores macroeconômicos, que vem melhorando a cada mês”.

De acordo com o levantamento, o Natal é a data que mais tem impacto positivo para o comércio (54,9%), seguido pela Black Friday (21,4%) e o Dia dos Pais (18,2%).

Entretanto, apesar desse otimismo, os varejistas ainda possuem uma certa desconfiança, principalmente em relação ao resultado das eleições, que ocorrem também no segundo semestre. “Existem influências que podem gerar algum entrave no consumo, como as incertezas que ainda existem na economia e podem ser agravadas com a chegada da eleições, afinal, esse período provoca uma insegurança nos agentes econômicos. Em relação ao consumo, principalmente de produtos que estão ligados a algum tipo de financiamento ou crédito, há uma incerteza das famílias em adquiri-los. Já em relação aos empresários, não há segurança para fazer investimentos”.

Desempenho no segundo semestre:
Ainda segundo o levantamento da Fecomércio MG, o primeiro semestre deste ano foi pior se comparado com o de 2017. Para 52,4% dos empresários, houve uma redução no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.

 Com o pé direito

A empresária Daiana Rodrigues começou o segundo semestre com o pé direito, pois no começo de julho ela inaugurou a sua própria pizzaria “Ponto da Pizza”, localizada no Barreiro, em Belo Horizonte. Daiana relata que trabalha nesse segmento há 10 anos e sabe que teria o retorno do investimento. “O principal motivo para ter empreendido foi a possibilidade de ter algo que é meu”.

Para o restante do ano, ela espera um aumento de pelo menos 50% nas vendas. “Vou investir para melhorar a experiência do cliente, principalmente em propaganda, atualmente temos apenas o Instagram da loja, a ideia é colocar pedidos também pelo WhatsApp para facilitar e agilizar a espera”, finaliza.