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Metade dos pacientes com diabetes tipo 2 desconhecem o problema

A diabetes é uma doença cada vez mais comum no país. Estima-se que 425 milhões de pessoas no mundo sofram com a patologia, sendo 14 milhões somente no Brasil. Dados do International Diabetes Foundation (IDF) apontaram que 50% de quem é acometido pelo diabetes do tipo 2 não tem conhecimento sobre o quadro.

Segundo a endocrinologista Ana Paula Zanini, em alguns casos, a doença pode apresentar sintomas. “A pessoa se sente cansada, urina mais que o normal, visão turva e fora de foco, além de sede excessiva. No caso das mulheres, a patologia pode trazer infecção urinária e cândida, infecção vaginal que causa coceira”.

No entanto, há pacientes acometidos que não associam os sinais, o que faz com que o problema passe despercebido. “O processo do diabetes tipo 2 vai se arrastando. Só mesmo com exame plasmático ou de sangue é que se consegue detectar”.

Com o tempo, o diabetes pode se agravar. “Ela vai piorando gradativamente e pode chegar o momento em que o corpo entra em falência na produção de insulina. É importante que a pessoa faça exames periódicos para o acompanhamento”, informa Ana Paula.

O diagnóstico é fundamental porque a doença pode aumentar o risco de outras patologias. “O paciente tem a chance de envelhecer mais rápido, morrer mais cedo, ter problemas cardíacos ou apresentar níveis de gordura no fígado. Por isso que, mediante a confirmação do quadro, o profissional trabalha com medicamentos que reduzem esse risco”.

Além das medicações, também é feito uma série de metas que o paciente deve atingir. A endocrinologista afirma que ele precisa de um determinado nível de colesterol, pressão arterial e glicose.

Ela aponta que há hábitos que devemos ter em nosso dia a dia para evitar o problema. “Tudo o que é saudável, serve para impedir o diabetes. Melhorar a alimentação, focar no controle do peso, buscar bem-estar emocional, dormir bem e praticar atividades físicas”.

Com o diagnóstico em mãos, a estudante Adriele Braga tem tentado controlar sua glicose. “Tenho praticado atividades físicas três vezes na semana, comido melhor e tentando dar mais importância para o lado emocional, buscando dormir melhor e fazer mais coisas por prazer”.

Para ela, sua alimentação foi o que ajudou a desencadear o problema. “Como muita coisa com o índice de açúcar alto. Como estudo o dia todo, acabo optando por fast-food e tudo o que não deve”.

Foi fazendo um tratamento de pele que ela descobriu o problema. “Eu estava tomando um medicamento muito forte e, por isso, tinha que fazer exame de sangue todo mês. Meu dermatologista observou que minha glicose estava sempre acima do normal, me aconselhou a ir ao endocrinologista e aí eu descobri. Ainda bem que ele se atentou a isso, porque eu não senti nenhum sintoma”.