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Um cruzeirense na presidência do STJ

É sabido que o Cruzeiro Esporte Clube tem milhares de torcedores espalhados pelo Brasil e pelo mundo. A cada ano surgem novas gerações de cruzeirenses que nutrem uma inconfundível paixão pelo time celeste. Hoje quero dedicar esta coluna a um dos mais ilustres cruzeirenses que tive a honra de conhecer, admirar e construir uma salutar amizade. Estou falando do ministro do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha.
Nascido em 30 de agosto de 1956, na cidade de Três Corações/MG, o ministro divide as honras com o rei do futebol, Pelé, também nascido na simpática cidade do Sul de Minas. Amante do futebol desde sua infância e sócio benemérito do Cruzeiro, formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Sul de Minas, Pouso Alegre, em 1981, e é ministro do Superior Tribunal de Justiça, desde 03/12/2002. Noronha já foi também ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre 2013 e 2015, e também exerceu a função de corregedor-geral da Justiça Federal, entre 2011 e 2013.

 

Dentre as principais atividades exercidas pelo ministro, destaca-se:
*Diretor-Geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam), de 18/12/2013 a 17/12/2015.
*Corregedor-Geral Eleitoral, de 2/9/2014 a 1º/10/2015.
*Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais, de 9/8/2011 a 15/3/2013.
*Diretor do Centro de Estudos Judiciários, 3/8/2011 a 15/3/2013.
*Membro efetivo do Conselho da Justiça Federal, de 9/8/2011 a 15/3/2013. Consultor Jurídico Geral do Banco do Brasil, de abril de 1994/2001.
*Diretor Jurídico do Banco do Brasil, de setembro de 2001 a dezembro de 2002.
*Atualmente, ocupa o cargo de Corregedor-Geral do CNJ – Conselho Nacional de Justiça.

E para coroar a brilhante trajetória jurídica deste ilustre cruzeirense de quatro costados, no último dia 06 de junho, o Plenário do Superior Tribunal de Justiça elegeu o ministro João Otávio de Noronha como o novo presidente da Corte. O cruzeirense vai ocupar o cargo nos próximos 2 anos, sucedendo a ministra Laurita Vaz, que assumiu o posto em 2016.

No discurso de posse, João Otávio de Noronha defendeu o prestígio do STJ como “intérprete último da lei” e ressaltou a necessidade de eficiência na Corte. O STJ é responsável por uniformizar a interpretação da lei federal em todo o Brasil.

Fica aqui minha singela homenagem a este grande torcedor do Cruzeiro Esporte Clube, que sem dúvida alguma alcança com muito mérito a presidência do Superior Tribunal de Justiça, elevando ainda mais o nome do nosso querido Cruzeiro aos quatro cantos deste nosso imenso planeta azul. Parabéns amigo, Noronha!

*Desembargador do TJMG e Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo