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Copa do Mundo deve movimentar R$ 1,5 bilhão no varejo brasileiro

Falta pouco menos de 2 meses para o início do maior evento esportivo: a Copa do Mundo. E conforme uma estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a competição de futebol deve movimentar R$ 1,51 bilhão no comércio varejista brasileiro. Os segmentos especializados em eletroeletrônicos e eletrodomésticos, além de artigos de vestuário esportivo, são os mais impactados de forma positiva. A CNC espera que o ramo de eletroeletrônicos, influenciado pelas vendas de televisores, deva responder por praticamente metade (49,4%) do faturamento do setor decorrente do evento.

Ainda de acordo com estimativa da CNC, por uma estabilidade relativa da taxa de câmbio nos últimos meses, os importados deverão voltar às prateleiras. A importação de televisores cresceu 59% nos últimos 6 meses, totalizando 5,5 milhões de aparelhos. “Além das importações, a indústria nacional também acelerou a produção de eletrônicos para fazer frente ao aumento sazonal de demanda. De acordo com o IBGE, no primeiro bimestre de 2018, a fabricação de produtos eletrônicos, informática e óticos avançou 31,5% em relação aos dois primeiros meses do ano passado”, explica Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica e autor do estudo.

Colaborando com a estimativa da CNC, o volume de vendas de televisores subiu 42,29% no Brasil no primeiro trimestre de 2018, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Eletros, que reúne os fabricantes de eletroeletrônicos no país. Ao todo foram 3,6 milhões de unidades vendidas nos três primeiros meses do ano.

Vestuário
Para quem pretende acompanhar os jogos, os televisores não são o único produto indispensável. Nessa época do ano, também não pode faltar a tradicional roupa nos tons verde e amarelo ou algum acessório. O comércio tem investido cada vez mais nesse tipo de mercadoria. É o caso do empresário Laerte Monteiro, dono de uma confecção. “Assim como fizemos no mundial de 2014, esse ano vamos investir em uma linha especial. Na última Copa vendemos cerca de 30% a mais. Esse ano as vendas vêm crescendo a cada semana e esperamos superar essa marca”.

Ele conta que há um ano vem pensando nessa nova linha. “Colocamos os produtos nas lojas há mais de um mês, mas a concepção começou em maio de 2017. São camisas, blusas de moletom e bermudas. As cores seguem o padrão verde e amarelo, com diversos modelos e tamanhos diferentes, incluindo para crianças. Os preços variam entre R$ 40 e R$ 60, dependendo da peça. O diferencial desse ano é que fizemos chinelos com estampas personalizadas”.

Figurinhas
Também nessa época do ano, o álbum de figurinhas da Copa vira uma febre entre crianças, adolescentes e adultos que não poupam nos gastos. De acordo com uma pesquisa da Cuponation, plataforma de descontos na internet, completar o álbum pode custar até R$ 1.938, contando que a pessoa não realize nenhuma troca e confie somente no conteúdo dos pacotinhos.

Para Edson Santos, dono de uma banca de jornais e revistas, a venda do álbum e cromos da Copa movimenta bastante o setor. “A procura pelas figurinhas tem sido alta. Chego a vender, por dia, mais de 2 mil pacotinhos. Teve um cliente que gastou de uma só vez R$ 150 em figurinha. Toda semana tenho que repor estoque para dar conta da demanda. Eu também estou fazendo o álbum e sempre que posso procuro vender as repetidas ou trocar”, conta.
Cada pacote de cromos custa R$ 2. O estudante Henrique Machado já completou sua coleção. “Não cheguei a fazer as contas de quanto gastei, mas tenho certeza que foi mais de R$ 400. Umas das figurinhas mais difíceis de sair é a do Neymar. Tinha um cara vendendo e paguei R$ 25 por ela”, diz o estudante.

Ele conta que possui muitas figurinhas repetidas e está começando a preencher um novo álbum. “Algumas eu consigo trocar, outras mais difíceis eu vendo. O meu vou guardar e esse segundo, quando completo, pretendo vender para algum colecionador. Acho que consigo uns R$ 600 a R$ 900 para recuperar o que gastei”.

Daniel Amaro
Formado em jornalismo, Daniel tem 25 anos e possui experiência em assessoria de comunicação voltado para produção de conteúdo para web. Ama escrever sobre política, cultura, economia e saúde. É apaixonado por jornalismo investigativo e estudar inglês. É perseverante e adora desafios. Seu hobby preferido é viajar.