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Árbitro de vídeo

A bola entrou ou não, foi pênalti ou não, a falta foi para expulsão ou não, foi impedimento ou não! Essas são as questões durante as partidas nos jogos de futebol. O Campeonato Brasileiro começou este mês e as polêmicas com a arbitragem, às vezes, são mais comentadas, que os gols e vitórias das equipes. São 38 rodadas até dezembro, e muita emoção de milhões de torcedores que são apaixonados pelo futebol, além de milhões de reais investidos pelos clubes para manterem as equipes e toda estrutura para a conquista do campeonato.

Nos jogos do Campeonato Brasileiro, são escalados o árbitro principal, os dois auxiliares (os conhecidos bandeirinhas) e dois auxiliares que ficam do lado de cada trave (os conhecidos olheiros), além do árbitro reserva que fica fora do gramado, no meio de campo olhando o jogo para auxiliar o árbitro principal e os bandeirinhas. Isso tudo com a tecnologia do rádio de comunicação, com o áudio, onde eles conversam durante a partida.

Para minimizar as polêmicas e os erros da arbitragem poderia ter o uso do árbitro de vídeo, onde poderia ser usado nos erros e lances polêmicos, por meio do vídeo, para que as dúvidas durante os jogos fossem analisadas, foi pênalti, foi impedimento, foi falta violenta para expulsão. Mas, os clubes não aceitaram para este ano o árbitro de vídeo e com isso as polêmicas e os erros da arbitragem vão continuar.

Os clubes reclamam mas a maioria vetou o árbitro de vídeo no Brasileirão – sistema de vídeo-arbitragem VAR (sigla em inglês de video assistant referee ou árbitro assistente de vídeo). Por motivo econômico, não haverá árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro de 2018. A decisão foi tomada por representantes dos 20 clubes da Série A em reunião do Conselho Técnico da competição, realizada na sede da CBF, no Rio de Janeiro. O placar foi 12 a 7 contra, além de uma abstenção.

A CBF queria que os clubes pagassem pela implantação da tecnologia, que corrige marcações e dúvidas da arbitragem em determinados tipos de lances, como gol, pênalti, aplicação de cartão vermelho e identificação de atletas. O custo estimado para os 380 jogos da Série A é de R$ 20 milhões. Vetar foi uma decisão da maioria, pelo custo elevados para os times. Para cada clube, (o árbitro de vídeo) custaria R$ 500 mil apenas para o segundo turno, ou R$ 1 milhão para o campeonato inteiro.

A votação sobre a implantação do VAR no Brasileirão foi bem divida entre os presidentes dos clubes:
A favor: Flamengo, Botafogo, Bahia, Chapecoense, Palmeiras, Grêmio e Internacional.
Contra: Corinthians, Santos, América-MG, Cruzeiro, Atlético-MG, Atlético-PR, Paraná, Vasco, Fluminense, Sport, Vitória e Ceará.

Não votou: São Paulo (o presidente foi embora no momento da votação).
Com essa decisão o Campeonato Brasileiro vai continuar com as polêmicas da arbitragem, as reclamações dos diretores dos clubes e a revolta dos torcedores com os erros da arbitragem.

A utilização do árbitro de vídeo é comum em partidas de vôlei e tênis, aqui no Brasil e no exterior. É a tecnologia sendo usada para auxílio aos árbitros e o fim da reclamação durante as partidas. O vídeo mostra se a bola bateu na mão do jogador de vôlei, pegou na linha, mão na rede, entre outros pontos polêmicos.

A paixão pelo futebol continua do mesmo jeito, com as polêmicas ou não, o que o torcedor deseja é o bom futebol, a arte e técnica dos jogadores em jogo limpo e belas jogadas. Em dezembro sai o grito de campeão e um dos 20 clubes levanta a taça de Campeão Brasileiro 2018.

*Jornalista