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Gestão de clubes de lazer II – associados e os “diretores imaginários”

1 – Sinopse – Neste objeto de desejo chamado lazer, entre outros, é ótimo e estratégico termos um clube para frequentarmos, uma vez que se constitui em um fator importante na melhoria de nossa qualidade de vida. Na portaria de entrada, já pensamos numa expectativa prazerosa para as próximas horas que conviveremos naquele precioso paraíso! Assim, com o objetivo de sermos mais felizes, curtiremos uma sauna, peteca, vôlei, sinuca, boliche, almoço, baile, música, descanso, entretenimentos diversos etc. Claro, sem perder de vista, o sabor de um descontraído bate papo com amigos. Realmente, o clube possui um significado importante em nossas vidas em termos de lazer. Um grande mestre disse: “as pessoas somente valorizam o lazer quando estão diante ou perto da morte (acidente, cirurgia de risco ou a perda de um ente querido)”.

2 – Qualidade do atendimento – A qualidade de atendimento dos dirigentes e empregados determinará a satisfação dos associados. Entre outros, junta-se a isso as atrações, a capacidade territorial, o meio ambiente e um eficaz plano de salários e benefícios – pois funcionário feliz trabalhará com melhor motivação – e os associados terão mais qualidade no atendimento.

3 –Dirigentes / boa vontade e dedicação – As ideias e os ideais dos conselheiros, presidente e diretores deverão ser institucionalizados através da contextualização da visão, missão, filosofia de atuação e objetivos descritos ordenadamente numa contemporânea “carta de princípios”, que deverá estar embutida dentro de um moderno estatuto. A maioria dos clubes são dirigidos com a boa vontade e dedicação voluntária de dirigentes, que foram eleitos entre os associados. São verdadeiros heróis! Com características próprias de sua natureza, leva-se em conta que, o clube de lazer não é uma empresa privada, nem pública e tampouco uma propriedade familiar. Dirigentes de clubes devem possuir: responsabilidade, autoridade, comprometimento, visão estratégica, bom relacionamento interpessoal, prudência, resiliência, cautela, paciência, etc.

4 – Gestão profissional – Já existem avanços referentes a necessidade de uma postura mais profissional nos clubes de lazer, com a utilização de reconhecidas ferramentas de gestão, tais como: planejamento estratégico, controle do orçamento, qualidade total, etc.

5 – Contribuição para o município – Em termos de grandeza patrimonial e de receita, existem clubes de lazer com movimentação financeira superior a mais de 350 municípios de Minas Gerais. Os mesmos ainda agregam à esses locais significativa influência social em termos de desenvolvimento sustentável, participando de forma direta ou indireta no crescimento educacional, cultural, esportivo, etc.

6 – Associados e diretores imaginários
6.1 – Obrigações e deveres – Leva-se em conta que o associado possua em seu nível ético uma conduta comprometida com os deveres e obrigações estabelecidos no estatuto. Na maioria dos clubes, os dirigentes convivem democraticamente com a famosa ala dos críticos de plantão. Esses, por sua vez, atuam de forma passional. Nada está bom, o show foi péssimo, a sauna é fria, a grama está alta e outros. E, por outro lado, existem também os associados mais “históricos” que, inconscientemente, se julgam os donos do clube e, patologicamente, “diretores imaginários”.

6-2 – “Diretores imaginários” – “São os associados que sempre sonharam em um dia vir a ser presidente, diretor, etc. Estão sempre de plantão, com a “metralhadora giratória” armada para o “ataque”. Cordiais, educados e camuflados numa “avassaladora e aguda inveja”, sem dó, trégua e piedade, armam suas “flechas pontiagudas” na direção do “fígado” dos dirigentes eleitos! São os verdadeiros ‘vampiros emocionais’” descritos por Albert J. Bernstein.

7 – Consideração Final – Dirigentes de clubes de lazer são os heróis “sem condecoração”. Pela positiva missão de colaborar voluntariamente, vai aqui nesse texto a nossa homenagem e o nosso apreço!

*Administrador e especialista em Gestão e Planejamento