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30 deputados apoiam Adalclever Lopes na disputa ao Senado

Crédito - Pollyanna Maliniak

Com uma bancada estadual de 13 deputados, 167 prefeitos, 118 vice-prefeitos e presença em todos os municípios mineiros, o MDB colocou as cartas na mesa sobre à sucessão estadual. O partido delineou os primeiros passos destinados a implementação de um projeto que visa conquistar mais expressão no âmbito mineiro.

O evento relativo às comemorações dos 52 anos do partido, realizado na Assembleia Legislativa, serviu para protagonizar algumas cenas, uma delas foi feita pelo ex-governador Newton Cardoso. Ao seu estilo, Newtão bateu pesado contra o presidente Michel Temer (MDB), por razões pessoais. Afinal, ele ajudou, inclusive financeiramente Temer, então candidato a vice-presidente, na última campanha eleitoral. Porém, uma vez no comando da Presidência da República, o emedebista não atendeu ao ex-governador com a cortesia esperada, provocando a ira dele.

O trator Newton Cardoso viralizou nas mídias sociais ao postar um vídeo no qual ele chama Aécio Neves (PSDB) de ladrão e Andrea Neves de ave de rapina. Os amigos do senador tucano consideram que essa alfinetada agradou muita gente, até mesmo no Palácio da Liberdade.

Fora isso, chamou atenção a completa apatia do presidente estadual do partido, o atual vice-governador Antônio Andrade. Ao lado do presidente do MDB do Paraná, Roberto Requião, ele foi ignorado por todos, inclusive pela imprensa.

Uma das estrelas do evento foi o líder da maioria na Casa Legislativa, o deputado estadual Tadeu Martins Leite. Ao lado de outros destaques da sigla, ele concordou que o MDB deverá sair unido na tese de candidatura própria, mas ponderou: “Só no encontro formal é que vamos debater o assunto”.

Distante do alcance de microfones e fotógrafos, o empresário Josué Alencar disse: “Se me quiserem para senador, eu topo. Mas outro cargo, não teria a possibilidade, inclusive para governador, pois me mantive ausente do Estado por longos períodos, cuidando de assuntos empresariais.

A pretensão do Josué por certo vai colidir com o projeto do presidente Adalclever Lopes. Ele está se articulando diuturnamente para se viabilizar como candidato a senador em uma possível composição com o PT. Segundo consta nos bastidores, ele tem o apoio de 30 dos 77 parlamentares, considerados nomes de confiança do presidente. No final do mês passado, Lopes já discutia sobre esse assunto e sua preocupação passou a ser a respeito da reeleição de seu pai Mauro Lopes, como deputado federal e do anseio de seu irmão em se tornar deputado estadual.

Caso venha ser levado a efeito a aliança com o PT, os emedebistas querem indicar o nome para a chapa de vice-governador. As sugestões são o deputado estadual Sávio Souza Cruz ou o federal Fábio Ramalho, primeiro vice-presidente da Câmara Federal e amigo pessoal de Pimentel. Em suas andanças pelo interior, Fábio diz almejar ser bem votado na sua reeleição e, depois, se cacifar visando conquistar a presidência da Câmara Federal.

Essa volúpia dos representantes do MDB traz uma indisfarçável preocupação aos petistas de proa. Eles sabem da importância de se estabelecer parceria com o MDB, no entanto, não conseguem fechar os olhos para o significado de se caminhar com partidos históricos como o PCdoB e o PRB. Além do mais, o Palácio da Liberdade ainda nutre expectativa de ter ao seu lado siglas expressivas, como Partido Verde e Podemos, presidido pelo prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e o PHS, comandado pelo deputado federal Marcelo Aro, e regido sob as ordens do prefeito da capital, Alexandre Kalil.