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Ausência de vitamina D no organismo pode acarretar sérios riscos à saúde

Sol é a principal fonte da vitamina D - Crédito: Pixabay

Câncer de pele, insolação e queimaduras. Muitos são os problemas que o excesso de sol causa a nossa saúde. Mas, você já se perguntou o que a falta da luz solar pode fazer com o nosso organismo? Um dos principais problemas provenientes dessa ausência é o baixo índice de vitamina D. Estima-se que um terço da população mundial sofra com a carência dela. No Brasil, 2 milhões de pessoas são acometidas anualmente com o problema.

A endocrinologista e metabologista Carolina Mantelli explica que as funções da vitamina D em nosso organismo são inúmeras. “A cada dia se descobre um novo benefício atrelado a ela. Podemos citar como mais importantes a absorção intestinal de cálcio; principal modulador do sistema imune; fortalecimento dos ossos e músculos; prevenção da diabetes, doenças infecciosas, câncer e doença na pele, controle de patologias pulmonares crônicas, dentre outros”.

De acordo com a especialista, a vitamina D é fundamental para o bom funcionamento do nosso corpo. “Ela aumenta a quantidade de receptores nos ossos, fígado, cérebro, medula, sistema reprodutivo, timo, suprarrenal, hipófise e tireoide”.

A endocrinologista adiciona que a ausência da vitamina D pode trazer sintomas, mas também pode ser assintomática. “Fraqueza muscular e óssea, depressão, doenças do coração, gripes e resfriados frequentes, aumento do peso, inflamação e dor crônica, infecções dentais, dificuldade em tratar a asma, hipertensão, hipercolesterolemia, sensação de fadiga, baixo rendimento físico e mental, problemas intestinais e de absorção de gordura, sudorese excessiva, dentre outros”.

Alguns desses sintomas foram observados pela estudante Francielle Ribeiro. “Eu sentia um cansaço extremo e muita dor muscular. Procurei um clínico geral e ele me pediu exames de rotina e, então, foi constatada a falta da vitamina D no meu organismo”.

Tratamento

Francielle conta que a principal recomendação do especialista que a atendeu foi aumentar sua exposição ao sol, contudo, ela precisou tomar suplemento para ajudar na reposição. “Depois de 4 meses tomando a vitamina eu refiz os exames e o índice estava normal. Criei o hábito de tomar sol todos os dias por pelo menos meia hora. Mas confesso que é difícil ter esse tempo disponível”.

A nutróloga Yara Dantas elucida que o sol é a principal fonte da vitamina D, porém alguns alimentos auxiliam na produção dela em nosso organismo. “Carnes, peixes, frutos do mar, ovo, leite, fígado, queijos e cogumelos. A grande questão é que nós não consumimos esses alimentos na quantidade que precisamos por dia. Somado ao fato de que não nos expomos ao sol como deveríamos”.

O ideal é ficar de 15 a 30 minutos no sol diariamente. “Não precisa de trajes de banho, mas é importante deixar braços e pernas expostos e sem protetor para melhor absorção do cálcio. A pessoa pode usar um filtro solar ou boné para proteger o rosto se preferir”.

Nat Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.