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Cresce em 4,42% o número de dívidas regularizadas

Maior parte dos débitos recuperados são de banco - Crédito: Divulgação

Dados do novo Indicador de Recuperação de Crédito lançado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontaram um crescimento de 4,42% no número de dívidas regularizadas em dezembro. Os números são calculados a partir das exclusões dos registros de inadimplência. Em relação a novembro de 2017, sem ajuste sazonal, o percentual de encargo quitadas apresentou uma alta de 38% no último mês do ano.

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti esse foi o melhor dezembro em 3 anos. “Isso aconteceu porque o brasileiro começou a sentir melhora da crise econômica. Ela acabou, mas ainda vivemos uma ressaca. O dinheiro não está no bolso de todo mundo, mas percebemos uma organização dos déficits. Por isso, houve esse aumento nas dívidas regularizadas”.

Ela acrescenta que, atualmente, o índice de pendências é maior do que a queda do número de consumidor. “Isso ocorre, pois as pessoas que estão inadimplentes possuem mais de uma dúvida”.

É o caso da auxiliar de escritório Elis de Oliveira. Ela conta que contraiu débitos em mais de um cartão e que quando viu o tamanho da despesa, decidiu eliminar uma a uma. “Não ia adiantar pagar tudo de uma vez. Assim, comecei pagando as de lojas que era menores. Depois peguei a fatura do cartão de crédito e consegui uma negociação parcelada. Em dezembro quitei o que faltava com o 13º para entrar 2018 sem dívidas. Não comprei presente de Natal para ninguém, mas consegui quitar tudo. Cancelei alguns cartões para evitar o consumo desenfreado e ser mais organizada”.

Mas, nem todos pensam assim. De acordo com Marcela, uma parte dos consumidores regularizam os débitos e voltam a gastar. “Aí cabe um alerta importante: olhar para trás e ver o que o levou a inadimplência. Provavelmente existirá um padrão de comportamento ruim. O ideal é que as pessoas mudem de atitude”.

Para evitar o retorno a inadimplência, a economista frisa que a pessoa deve poupar parte do orçamento. “A renda mensal não foi feita apenas para pagar contas e quitar despesas, pois se isso acontece e a pessoa tem um imprevisto, acaba devendo. Então, é bacana ter uma reserva financeira para emergências do dia a dia”.

A vida financeira deve ser uma prioridade. “Nós passamos muito tempo ganhando dinheiro e pouco pensando nele. Então, pelo menos uma vez por semana, é necessário estudar o orçamento e ver para onde estão indo os gastos para não acabar percebendo o desenfreio apenas quando a situação estiver muito ruim”.

Tempo de dívidas

6% dos consumidores que quitaram seus déficits tinham pendências com menos de 90 dias de atraso. Em seguida, aparecem as fatias de devedores com pendencias entre um e 3 anos (17%), entre 91 a 180 dias (15%), entre 3 a 5 anos (11%) e entre 181 a 360 dias (10%).


Outros números

45% das pendências quitadas foram com instituições bancárias, como cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e seguros. Já os serviços básicos como água e luz representaram 21% do total das dívidas recuperadas no período. Por fim, os compromissos financeiros junto ao comércio (21%) e a quitação de TV por assinatura, internet e telefone, com 5% de participação.


 

Nat Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.