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Gestão do Vetor Norte e enfraquecimento da “menina dos olhos de Minas”

Crédito: Reprodução/internet

1 – Sinopse – Em síntese: o Projeto Vetor Norte é considerado a “menina dos olhos de minas”! O seu sucesso esta intimamente ligado à transformação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves / Confins em “aeroporto industrial”, e a implementação de um poderoso “polo de logística” no Estado. Mudo de assunto! Com a edição da Portaria 911 pelo Ministério do Transporte liberando o Aeroporto da Pampulha para grandes voos, o de Confins se enfraquece e seus planos e objetivos ficam seriamente prejudicados. Mudo novamente de assunto! Acidentes – Essa decisão de mudança “de voos” para a Pampulha tem causado muito temor na população local, tendo em vista as possibilidades óbvias de acidentes de consequências desastrosas. O Vetor Norte engloba as cidades: Confins, Jaboticatubas, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Santa Luzia, Sabará, São José da Lapa, Ribeirão das Neves, Vespasiano, Matozinhos, Contagem, Esmeraldas, além dos bairros Venda Nova e Pampulha e demais regionais Norte, Nordeste, Noroeste e Leste. Entre outros, também se constitui na mais positiva realidade de desenvolvimento econômico no Estado de Minas Gerais e vinha crescendo num ritmo acelerado e impressionante.

2 – Acordos Políticos – A permissão para os voos voltarem a Pampulha foi dada pela portaria do Ministério dos Transportes no dia 24 de outubro de 2017. Foi editada sem “nenhum estudo técnico”, às vésperas da votação, quando a Câmara dos Deputados rejeitou o recebimento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). Em decorrência desses fatos, o Vetor Norte começou a sofrer os primeiros impactos: o BNDS já manifestou a intenção de negar o financiamento de R$ 507 milhões e já aparecem os primeiros sinais de aumento da taxa de desemprego na região.

3 – TCU suspende decisão – O Tribunal de Contas da União (TCU), considerando “açodada” e sem “motivação idônea” a tal portaria que autorizou o retorno dos voos de grandes aeronaves para a Pampulha, suspendeu a medida, por meio de despacho do ministro Bruno Dantas, que estabeleceu o prazo de 60 dias para que sejam apresentados estudo técnicos, avaliações jurídicas etc. A representação formal foi apresentada pelo senador Antonio Anastasia (PSDB), que questionou a medida editada “sem a devida motivação, afetando o estado democrático do direito, a jurisprudência e a doutrina”! Associações de bairros, a BH Aiport, a AV Norte e outros, também já ingressaram na Justiça Federal de Belo Horizonte com julgamento previsto para fevereiro.

4 – Projeto no Triângulo Mineiro – Projeto envolvendo 70 municípios das cidades do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba pretende viabilizar o primeiro aeroporto-indústria de Minas Gerais. Essas duas regiões implementam uma obra que integra rodovia, ferrovia e o aeroporto-indústria, possuindo previsão de atração de R$ 500 milhões de investimentos. Na verdade aflora no Triângulo Mineiro um dos maiores “polo logístico” da América do Sul. Talvez se transforme na primeira e tão sonhada “aerotrópole” do país. O empreendimento denomina-se “Projeto Intervales”!

5 – “Ponta de iceberg” – Para versáteis avaliadores de “cenários políticos”, essa transferência dos voos para a Pampulha constituiu-se apenas de uma pequena “ponta” de Iceberg! Confirmando tudo isso, as “perdas e danos” para o Vetor Norte serão incalculáveis e lamentáveis.

6 –Força-tarefa de “choque” – Prefeitos, presidente das Câmaras e respectivos vereadores, presidentes das Associações Comerciais, Maçonaria, Lyons Clube, Rotary Club e demais autoridades afins dos municípios que compõe essa região, precisam buscar uma união em torno do resgate dos “objetivos maiores” desse macro projeto Vetor Norte.

7 – “Uma andorinha só não faz verão” – Existe um único problema! É sabido que mineiros não se unem em causas comuns e pontuais! Existe até uma máxima que o mineiro só é solidário apenas no “câncer”! O mês de fevereiro será decisivo sob tal assunto e uma andorinha só não faz verão!