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A Phoenix ainda pode voar

Tal qual na história bíblica, em que uma ave retorna das cinzas e alça voo rumo ao horizonte, é o milagre que o tucanato de Minas aguarda em relação ao senador Aécio Neves (PSDB).

Por incrível que pareça, seu nome foi jogado na lama por denúncias de famigerados delinquentes, usando de artifícios espúrios, gravações ardilosas e respaldados no descontentamento de grupos partidários de oposição, que fazem mais barulho e causam balbúrdias nas redes sociais, sem, contudo, trazer a lume os “crimes” de que acusam o senador. Tanto que Aécio está sendo investigado pela justiça, mas não tem sequer nenhuma condenação nas costas capaz de colocá-lo junto de outros encarcerados ilustres.

A ideia é destruir o senador que enfrentou de frente o partido que conduzia os destinos do país, desnudando os problemas, as falcatruas em suas hostes, denunciando a política econômica nefasta que resultaria em mais inflação e desemprego, como ocorreu.

É necessário denegrir o nome e a figura do político que ousou procurar defenestrar a criatura que deu vida e ênfase ao avanço do populismo nefasto e, assim, evitar o que vem ocorrendo em países vizinhos, onde a população está submetida a sacrifícios enormes pela falta até mesmo de gêneros alimentícios e sofrendo uma inflação desenfreada que corrói a moeda e os salários.

O objetivo portanto é destruir o único nome capaz de enfrentar esse populismo nas urnas em 2018, como ocorreu nas eleições passadas, quando alçou um voo consistente tanto com palavras, como com ideias progressistas que, dificilmente, qualquer candidato pode apresentar hoje no atual quadro político nacional. Está ai o mote dessa campanha sórdida a que Aécio está submetido.

Um movimento disfarçado em campanha política, mas acobertando o ódio e as frustrações daqueles que perderam privilégios, cargos e altos salários e até então partícipes da mesa dos mandatários governistas. Estou certo que essas palavras vão sofrer ataques e impropérios ao seu autor que, entretanto, é livre e independente como qualquer cidadão brasileiro.

Por não ter filiação partidária e mesmo atuando nas áreas jurídicas de alguns municípios nunca chegou a ocupar cargos nos executivos municipais que não fosse por mérito profissional. O presente texto é resultado de reflexões pessoais, discernimento com os fatos ocorridos sem partidarismo ou mesmo participação do círculo de amizade ou de companheirismo do senador.

O texto está muito mais centrado na observação dos fatos, alijado de toda e qualquer nuance político-partidária, com a liberdade de expressão de um jornalista de 45 anos de profissão, que expõe seu ponto de vista em face do momento atual do quadro político brasileiro. O objetivo é procurar jogar luz nos argumentos, levar discernimento nas acusações, buscar tranquilidade no diálogo e no exame dos fatos. E só.

*Advogado e jornalista

paulo.passos@br.inter.net