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Associação oferece cursos para pessoas marginalizadas

Crédito: Valéria Tocafundo

“…Deus perdoa os nossos pecados, e dá uma nova oportunidade para aqueles que querem ter um novo recomeço…”. (Lucas 15:10). Partindo do princípio que todas as pessoas merecem uma segunda chance, a Associação Mineira de Educação Continuada (Asmec) oferece cursos para presidiários, ressocializandos das Associações de Proteção e Assistência a Condenados (Apac), ex-detentos e residentes em albergues.

Com sede no Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte, as capacitações variam de acordo com a demanda, sendo que as principais e mais procuradas são voltadas para a gastronomia, como produção de salgado, chapista, etc, e duram, em média, 5 dias. A instituição já atendeu mais de 1.300 pessoas.

Segundo a vice-presidente da Asmec, Cida Gouveia, a instituição tem como principal objetivo qualificar o trabalho daquelas pessoas que estão precisando de uma nova oportunidade. “Queremos elevar a qualidade de vida de quem está vulnerável ou excluído socialmente e fazemos isso por meio da inclusão profissional”.

Além dos cursos práticos, é oferecido uma capacitação para que a pessoa consiga montar o seu próprio negócio. “Muitas vezes estamos lidando com presos que podem ser grandes empresários, porém eles ainda não sabem de sua capacidade e nós instigamos isso”.

Vida nova

G.N*, 24, conta que conheceu a Asmec por meio do Fórum Lafayette. Ele ficou preso durante 3 anos, está procurando uma nova recolocação profissional e, para conseguir isso, fez dois cursos na associação: chapista e salgadeiro. “Foi extraordinário. O professor Antonio Marques é um homem carismático e paciente”.

Com apenas o ensino fundamental completo, G.N diz que já distribuiu vários currículos, porém ainda não conseguiu emprego. “Agora estou à procura de aumentar meus conhecimentos e tenho vontade de fazer vários outros cursos na Asmec”.

Antonio, professor dos cursos gastronômicos, ressalta que a relação com os alunos é positiva e se sente orgulhoso de participar de um projeto como esse. “Trabalhar no sistema prisional me traz uma satisfação muito grande, principalmente, quando noto que aprenderam o que foi ensinado. Ademais, conhecemos diversas histórias e trabalhar com eles é como se eu estivesse cumprindo meu dever de cidadão”.

*A pedido, o nome do personagem foi preservado.


A Asmec se mantém por meio de editais voltados para a ressocialização de pessoas marginalizadas. “Reunimos os papéis necessários e participamos da licitação como qualquer empresa comum”, conta Cida. Além disso, a associação também recebe doações de pessoas físicas e jurídicas. Quem quiser contribuir, basta entrar em contato por telefone (31) 3421 1495 ou pelo e-mail asmecminas@gmail.com .