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A cada 36 minutos, um homem morre vítima do câncer de próstata

O décimo primeiro mês do ano foi escolhido para falarmos sobre a saúde do homem. A campanha Novembro Azul traz como tema principal o câncer de próstata, patologia que mata um paciente a cada 36 minutos no país. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que, no Brasil, 61.200 novos casos são esperados até o fim de 2017. Já em Minas Gerais, 5.920 diagnósticos serão feitos até o fim de 2017.

O presidente da Sociedade Brasileira de Urologia – Regional Minas Gerais, Lucas Nogueira, explica que esse câncer provoca uma alteração do tecido prostático. “Não existe uma causa específica, normalmente, com o passar da idade, o homem fica mais suscetível a desenvolver a doença. Sabemos também que o histórico familiar é um fator de risco”.

O especialista acrescenta que a patologia não apresenta sintomas em sua fase inicial. “Quando o câncer está localizado apenas na próstata e há chance de ser curado, ele é assintomático. Por isso é de suma importância que o paciente vá ao médico e faça os exames com regularidade, pois só vai sentir algum sinal quando o tumor já estiver muito grande ou, até mesmo, em metástase (processo no qual o câncer se espalha para outras partes do corpo). Como a próstata cresce, um sinal que a doença está nessa fase é a sensação de não conseguir esvaziar a bexiga”.

Esse foi um dos sintomas observados pelo tio do estudante Ariel Niemeyer, diagnosticado com o câncer aos 43 anos. “Ele não ia ao médico com regularidade e não estava na idade de fazer o exame do toque. Meu tio começou a ter dificuldade em urinar e sentia dor. O estágio não era tão avançado, mas, infelizmente, ele não respondeu bem ao tratamento”.

De acordo com Niemeyer, após a confirmação da doença, ele iniciou a radioterapia e começou a tomar medicamentos indicados pelos médicos. “Ele melhorava e piorava. Com o passar do tempo, o tumor foi aumentando até chegar à necessidade de se fazer a cirurgia, mas os médicos disseram que ele estava fraco e não aguentaria passar pelo procedimento. Depois de 6 anos lutando contra a doença, ele não resistiu”.

Tratamento
O câncer de próstata, assim como qualquer outro, é tratável. Quanto mais cedo for diagnosticado, melhor. “Em sua fase localizada e inicial, o mais indicado é a cirurgia ou radioterapia. Se o estágio da doença estiver mais evoluído, é feito um tratamento hormonal. Por fim, em casos mais avançados a quimioterapia é mais apropriada”.

Preconceito
Recente pesquisa do Datafolha apontou que para 21% da população masculina, o exame do toque retal – essencial para o diagnóstico precoce da doença – “não é coisa de homem”. Além disso, para 38% dos homens com mais de 60 anos – grupo de risco -, o procedimento é desnecessário. “Esse preconceito existe, principalmente, entre os homens mais velhos, que acham que o exame vai contra sua integridade e masculinidade. Contudo, as novas gerações têm aceitado isso com mais facilidade”, afirma o urologista.

E é claro que o Edição do Brasil não vai perder oportunidade de compartilhar informações para alertar os homens sobre os cuidados essenciais. Por isso, nosso mês será todo azul e dedicado a saúde masculina. Acompanhe a série #SaúdeDoHomem em nossas próximas edições.

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Natália Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.