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Quase 58 mil brasileiras terão diagnóstico de câncer de mama

Outubro é o mês escolhido para conscientizar a população feminina acerca do câncer de mama. A patologia é, atualmente, a que mais atinge as mulheres do Brasil. Dados do Inca apontam que, até o fim de 2017, aproximadamente 57.960 mulheres serão acometidas com a doença. Em Minas Gerais, o índice é de 5.160 casos, sendo 1.030 em Belo Horizonte.

Caso o câncer de mama seja descoberto precocemente, a chance de cura é de 95%. “O ideal é que a mulher faça o rastreamento mamográfico uma vez por ano a partir dos 40”, aponta o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais, Waldeir Almeida. Porém, de acordo com ele, no Brasil, uma pequena quantidade de mulheres têm acesso ao exame. “Isso faz com que a doença, às vezes, seja diagnosticada em um estágio mais avançado”.

Não é o que pensa o mastologista e diretor do Hospital do Câncer III/Inca, Marcelo Bello. “Há uma distribuição uniforme dos mamógrafos que estão dentro da faixa esperada. Hoje, o Ministério da Saúde garante que mais de 70% das mulheres, dentro do grupo autorizado a fazer o exame, tenha acesso a ele”.

Sinais
Causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor, esse câncer tem sintomas pontuais, como explica Almeida. “Ele apresenta nódulos na mama ou retração, pode surgir secreção ou ferida no mamilo, além disso, uma modificação da pele também pode ser observada em alguns casos”.

Ele acrescenta que a patologia não tem uma causa específica. “Ela tem fatores que são hormonais, comportamentais, genéticos e ambientais. Isso é um problema porque, se não temos uma causa definida, não atuamos naquele ponto específico. No entanto, sabemos que mulheres com histórico familiar devem fazer os exames. A obesidade aumenta em três vezes o risco de ter a doença, assim como a falta de atividade física. O álcool e o cigarro em excesso também são fatores de riscos”.

Entretanto, Almeida é positivo. “A evolução dos tratamentos eleva a chance de cura. “Tratar o câncer não é mais algo agressivo. Antes era preciso retirar a mama toda, hoje, a pessoa tem um leque de opções de acordo com o estágio que se encontra”.

Nem tudo está perdido
“Se eu pudesse deixar uma mensagem para quem está lutando contra o câncer seria: Não desista de você. Tenha fé”. Essa é a fala da agente de cobrança Thamara Pêgo que, no ano passado, foi diagnosticada com a patologia. “Uma semana depois descobri que estava grávida. Fiz uma mastectomia radical na mama direita, quimioterapia e radioterapia”.

Ela lembra que sentiu o caroço no autoexame. “Conheço meu corpo, sabia que aquilo não estava ali antes. Fui ao médico, fiz os exames e quando tive a confirmação meu mundo desabou. Estava com 28 anos e pensei: tenho a vida toda pela frente. Chorei muito, foram dias difíceis”..

Thamara conta ainda que não é fácil ter câncer. “Esteticamente é muito triste não ter um seio. Estou aguardando para poder fazer a cirurgia reconstrutora. Dei a volta por cima, terminei o tratamento e faço acompanhamento no hospital da Baleia. Meu filho nasceu saudável, tive uma gravidez tranquila e o tratamento não afetou em nada”.

Fonte: Instituto Brasileiro de Controle do Câncer

Natália Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.