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‘300 anos de bênçãos’ da Padroeira do Brasil

Há cerca de 10 anos, quando a equipe do Edição do Brasil se mudou para a atual sede, no Prado, os responsáveis pela empresa encontraram a casa vazia. Não tinha nada além das paredes, piso, portas e janelas. Mas, em uma das salas, no fundo do local, havia uma imagem: Nossa Senhora Aparecida. “Ela estava esperando por nós”, pensou o editor-chefe, Eujacio Antônio Silva.

Histórias como essa estão espalhadas por todo os cantos, já que uma legião de católicos são devotos da santa, padroeira do Brasil. Prova disso é que o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, recebe mais de 12 milhões de fiéis por ano. Estima-se que 12.200 pessoas visitem o local diariamente. E que só em outubro, mês no qual se comemora o encontro da santa, 1 milhão de peregrinos viajem até o santuário.

O reitor do Santuário Nacional, Pe. João Batista, explica que Nossa Senhora Aparecida é a cara do Brasil. “Ela tem nosso rosto, tamanho, jeito, cor e singeleza. Além disso, ela nos escolheu para ser dela. É uma devoção tipicamente brasileira, nasceu, cresceu e existe aqui. No universo religioso, ela é uma grande referência no país”.

300 anos de bênçãos
A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada, no Rio Paraíba do Sul, em 1717. Sendo assim, este ano, completa-se 300 anos do seu encontro. As comemorações dos ‘300 anos de bênçãos’ tiveram início no dia 12 de outubro de 2016. “Estamos vivendo uma programação especial este mês. Um momento festivo e de grande alegria a todos os fiéis”, conta o reitor do santuário.

No ano passado foi concedido pelo Papa Francisco, a pedido da CNBB, o Ano Mariano que foi todo dedicado à devoção e comemorações em homenagem a Nossa Senhora. O Pe. João Batista acrescenta que o Ano Mariano foi uma injeção de ânimo dentro desse universo de desesperança que estamos vivendo. “O povo de fato olha para Nossa Senhora como a mãe da consolação e da esperança”.

Ele informa que é um momento de renovação do compromisso das pessoas como cristãos. “Temos que ser sal e luz no mundo. E nesse tempo turbulento no qual a sociedade vive, o cristão precisa manter-se esperançoso e confiante Naquele que, de fato, vela por nós. E Nossa Senhora é uma âncora, um porto seguro em meio às águas turvas”.

Honra de ser mãe

A pedagoga Thamara Silva descreve sua história de amor e devoção à santa. “Descobrimos a infertilidade de meu marido e queríamos muito ter filhos, por isso começamos os tratamentos para realizar esse sonho. Foram muitas injeções e remédios envolvidos no procedimento. Após um tempo, ganhei um presente da minha mãe: um sapatinho de bebê, e juntas fomos a uma igreja de Nossa Senhora Aparecida. “Fizemos orações e minha mãe passou a mão em nossa protetora e colocou em minha barriga. Naquele momento eu senti que estava sendo agraciada e, em seguida, veio à confirmação: eu não teria apenas um bebê, mas dois”.

Thamara recorda que teve uma gestação tranquila, porém, um parto de risco. “Meu marido nem pode me acompanhar. Minha filha nasceu e chorou, mas meu filho não. Tinha muitas pessoas na sala, um vai e vem, entretanto, eu sentia uma paz enorme. Não sabia da gravidade da situação, contudo sentia que Nossa Senhora estava comigo. Meus filhos saíram em uma incubadora e lutaram para sobreviver. Eles ficaram 17 dias na UTI, João sangrava e Malu não respirava direito.

Rezei muito pela melhora deles, ficava no hospital das 10h às 23h. Eu levei uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e coloquei ao lado da incubadora e, milagrosamente, os dois melhoraram e receberam alta. Hoje, só me dão alegria. Sou muito grata a Ela por me honrar e me dar a graça de ser mãe”.

Devoção por toda parte
“Minha mãe fez tratamento para engravidar por 10 anos e de nada adiantou. Depois de um tempo foi a Aparecida do Norte, carregou a Santa até o altar, se consagrou e pediu a graça de ter um filho. Três meses depois, ela estava grávida”. Júlia Moura.
“Meu pai estava no CTI e, em casa, eu e minha mãe começamos a rezar para que Nossa Senhora intercedesse. A TV do quarto estava ligada na Globo e quando terminamos a reza estava na TV Aparecida, mas ninguém havia mexido no controle. Meu pai saiu do CTI, foi para o quarto e melhora a cada dia”. Maiara Costa

“Meu tio estava na UTI e relata que todo dia uma enfermeira negra rezava o terço com ele. Quando ele recebeu alta, perguntou sobre ela e todos do hospital falaram que não tinha nenhuma enfermeira negra por lá”. Isabella Félix.
“Eu vim ao mundo com rejeição no quadril e com a clavícula quebrada. Os médicos diziam para a minha mãe que eu não andaria. Ela pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida e eu melhorei sem sequela nenhuma. Após isso, ela me levou ao santuário com um vestido branco e uma vela do meu tamanho para agradecer”. Kleizianne Souza.
“Minha mãe foi diagnosticada com câncer em 2013. A doença a deixou muito debilitada fisicamente. Fomos na festa de Nossa Senhora Aparecida e, mesmo com dores, ela acompanhou a procissão e ajudou a carregar o andor. Somente uma fé inabalável e um amor puro para dar forças a uma pessoa assim”. Nayane Ferreira.
Natália Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.