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67% das empresas de BH investem em inovação

Pesquisa mostra que 64,5% dos empresários pretendem fazer algo inovador nos próximos 12 meses - Crédito: Pixabay

Após 2 anos de recessão, o comércio começa a dar sinais de recuperação e otimismo. A recente queda da inadimplência de 7,4% para 4,6% contribuiu para uma movimentação menos tímida dos consumidores. Além disso, a perspectiva para o comportamento do PIB vem mostrando números crescentes, fazendo com o Banco Central projete crescimento na economia brasileira de 0,60% ainda neste ano. A soma desses fatores reforça um avanço econômico, mas há um ponto essencial que ainda é pouco aderido pelos empresários: o investimento em inovação.

Para quem não sabe, vale ressaltar que inovação está ligada a ações de marketing, promoção, planejamento de processos, treinamento e capacitação de colaboradores etc. Um estudo feito pela Fecomércio MG mostra que a taxa das empresas que inovam saltou para 67,9% neste ano, um aumento de 25,8% em relação a 2016.  A pesquisa destaca ainda que os investimentos em inovação são capazes de gerar vantagens competitivas para as empresas, em médio e longo prazo.

O economista da federação Guilherme Almeida diz que a inovação é um fator-chave para melhorar a competitividade. “Nesses momentos, é preciso sair da zona de conforto e se diferenciar. Temos diversos estabelecimentos atuando no mesmo segmento, localidade e seus produtos têm pouca diferenciação, então o que vai atrair o consumidor é o preço ou serviço e depois a qualidade, por isso a inovação surge para destacar o estabelecimento frente à concorrência”, observa.

A pesquisa mostra que a maioria dos empresários (64,5%) pretende fazer algo inovador nos próximos 12 meses, contra os 55,3% que tinham essa intenção na análise anterior. As principais iniciativas foram relacionadas ao lançamento de algum produto, serviço inteiramente novo ou com melhoria relevante, totalizando (51,6%). Já 42% dos entrevistados focaram em mudanças estruturais ou de marketing, enquanto que 29,2% em aprimoramento dos processos.


Motivos citados para inovar:

  • Conquistar novos clientes 40,8%
  • Atender exigências do mercado 21,6%
  • Aumento da qualidade 15,7%
  • Elevação da produtividade 15,3%
  • Competitividade 12,2%


O economista explica que o ato de inovar está atrelado aos negócios que querem tomar a liderança do mercado e também pelo momento econômico, pois o consumidor está cauteloso. “A inovação além de reduzir os custos do estabelecimento, tende a promover a valorização do produto”.

Almeida esclarece que a grande questão é desmistificar o conceito de inovação, pois muitos acreditam que é algo caro, já que associam o ato a questões tecnológicas e grandes investimentos. “Isso está ligado a diversos outros fatores, como, por exemplo, a mudança de um processo interno ou diferenciação na prestação de serviço ou produto, estrutura de marketing ou, até mesmo, um treinamento dos colaboradores”.

Pela pesquisa, o economista diz que se observa que não há profissionais qualificados para iniciar o processo de inovação em muitas das empresas analisadas.

O supervisor de Marketing da Fecomércio MG, Everton de Oliveira e Silva, informa que se tem algo de positivo em períodos de crise, é o fato de que muitos são forçados a rever processos e buscar alternativas em locais que, anteriormente, eram considerados imutáveis. “Os empresários entenderam que investimento em inovação não é uma questão de custo, mas de sobrevivência”.

Para ele, o empresário que não buscar formas de evoluir seu produto ou serviço, nem de se adaptar às novas condições do mercado, não vai conseguir manter as portas abertas.


 Dicas

Veja algumas ações para o empresário se destacar no mercado:

  • Descubra o que seu cliente deseja.
  • Tenha certeza de que seus funcionários estão atendendo de forma impecável. Se não for o caso, capacite-os em cursos de atendimento.
  • Inove no visual, invista em marketing, converse com pessoas de outras áreas. Muitas vezes, aqueles que estão de fora do negócio têm uma visão bem diferente e conseguem enxergar soluções simples, embora muito eficientes.
  • Por último, tenha em mente que as mídias digitais são importantíssimas para qualquer negócio nos dias de hoje. Site, posts patrocinados, compartilhamentos etc, seu cliente não está somente na sua loja física, ele está em vários locais esperando que você venda para ele.
Ariane Braga
Apaixonada por animais, mercado econômico e educação. Tem 29 anos, graduou-se em jornalismo e cursou MBA em marketing na Unopar. Tem experiência de mais 8 anos na área de comunicação e marketing, com a elaboração de projetos, assessoria de imprensa, redação e edição de jornais e revistas, planejamento e monitoramento de mídias sociais, comunicação interna e fotografia.