Home > Economia > Mercado de floricultura prevê faturamento de R$ 7,2 bilhões

Mercado de floricultura prevê faturamento de R$ 7,2 bilhões

Campo de flores em Holambra - São Paulo

Considerado por muitos uma superfluidade, o setor da floricultura está na contramão da crise econômica. Uma prova disso é que o segmento não para de crescer. Foram faturados R$ 5,7 bilhões em 2014, R$ 6,2 bi em 2015, R$ 6,65 bi em 2016 e, para este ano, o mercado prevê arrecadar R$ 7,2 bi, o que equivale a 9% de crescimento.

O presidente do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), Kees Schoenmaker, relata que o setor foi abalado pela crise nos últimos 6 anos, contudo, muito tem sido feito para reverter esse quadro. “É um processo contínuo e alguns fatores para driblar a recessão tem sido de suma importância. Buscamos trazer variedades de flores, importamos novidades de outros países e adequamos para a nossa realidade e clima”.

Schoenmaker atribui o crescimento a todo o investimento realizado. “Isso faz com que o setor se destaque. Os produtores estão satisfeitos de um modo geral e com boa perspectiva para os próximos anos. No ano que vem, pretendemos crescer algo em torno de 10 a 11%. Agora, na primavera, o clima melhora e fica favorável para o plantio. É um momento que todos esperamos que impacte de forma significativa na produção”.

Você sabia?

A primavera é apenas no segundo semestre, mas o começo do ano é o período no qual o mercado mais fatura. As principais datas são o Dia das Mães e Dia dos Namorados. O Dia Dos Finados também ganha destaque no faturamento. Atualmente, o Dia Internacional da Mulher também tem tido grande demanda.

A próxima estação promete aquecer a floricultura A Rosa de Ouro, localizada no Centro da capital. “No inverno, a demanda de flor é menor, o frio não é bom para o nosso produto, então ele acaba ficando mais caro e temos que repassar a um preço mais alto para o consumidor. Na primavera isso muda, a produção aumenta e conseguimos baratear”, explica a gerente Michelle Diniz.

Alterar o preço é o que deseja o proprietário da Flora Shopping Mande Flores, localizada no bairro Ouro Preto, Rodrigo Brandão. “Desde 2014 que a gente não consegue mexer no valor dos nossos produtos em função da recessão. Houve uma retração na produção e, com isso, o faturamento da loja estagnou. No entanto, as despesas com água, luz e funcionários continuou subindo”.

Ele acrescenta que o mês de agosto é um dos piores do ano. “Não tem nenhuma data comemorativa e, geralmente, não tem muitos casamentos. Mas aí quando entra setembro, o mercado melhora. A natureza, que é a nossa fábrica, passa a produzir mais. E é nesse momento que pretendo dar uma reaquecida nas vendas”.

Mais vendidas

“Top 5” em flores de corte “Top 5” em plantas em vasos
1) Rosas 1) Phalenopsis
2) Alstroemerias 2) kalanchoês
3) Lírios 3) Anthurium
4) Crisântemos 4) Lírios
5) Gipsophilas 5) Begônias

Outros números

O mercado de flores, atualmente, é responsável por 199.100 empregos diretos, dos quais 78.700 (39,53%) relativos à produção, 8.400 (4,22%) à distribuição, 105.500 (53,00%) ao varejo e 6.500 (3,26%) em outras funções, na maior parte como apoio. O consumo anual do produto no Brasil é de R$ 26,50 por habitante, enquanto que, na Europa, isso chega a R$ 150,00.

O Brasil conta com 8.250 produtores e 15 mil hectares de área cultivada. São eles os responsáveis pelo cultivo de mais de 3.500 variedades e de cerca de 350 espécies de flores e de plantas ornamentais. Para comercializar a produção estão cadastradas cerca de 60 centrais de atacado, 650 empresas atacadistas e 19.240 pontos de venda no varejo. Somam-se mais de 30 feiras e exposições de flores realizadas no país, dentre elas, a Festa das Flores em Barbacena/MG, cidade que é considerada a capital mineira das flores.

Nat Macedo
Belo-horizontina, 22 anos. Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio de Sá, fez cursos de Consultoria de Imagem e Design de Moda. Há 3 anos criou um blog voltado para o público feminino. Interessada em assuntos relacionados à minoria, gosta de dar visibilidade as pequenas causas voltadas a inclusão e empoderamento destes nichos.