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Campanha nacional promove doação de órgãos

Em setembro se inicia a primavera, tempo de recomeçar. E o verde é a cor da esperança. Por isso, o nono mês do ano foi intitulado “Setembro Verde” a fim de conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos, já que aproximadamente 35 mil brasileiros esperam uma oportunidade de renascer no país.

O presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Ricardo Manfro, explica um pouco sobre a campanha. “Nós fazemos atividades educacionais acerca da doação de órgãos. Na última semana do mês, isso é intensificado, pois é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, no dia 27. Temos ações por parte da ABTO e também das centrais estaduais de transplante. Em todo o país, vários atos como, iluminar os monumentos de verde, fazer eventos etc são realizados no sentido de divulgar o tema”.

Ele acrescenta que a discussão é necessária e faz o seguinte questionamento: “o que uma pessoa faz com os órgãos depois que morre? A partir da doação, ela pode salvar de oito a nove vidas. É preciso conscientizar a população. O número poderia e precisa ser maior. Hoje, existem pelo menos 35 mil pessoas na fila de espera”.

O presidente da ABTO elucida que a pessoa precisa expressar sua vontade de se tornar doadora para a família. “É preciso deixar claro, porque os familiares tendem a respeitar esse desejo quando você se manifesta. Mas, quando a pessoa não diz nada, sempre surge a dúvida e isso torna o luto ainda mais difícil”.

Dados
O Brasil registrou o maior número de doadores de órgãos efetivos, no ano passado. Foram 2.983 no total, sendo o maior índice da história. O número representa a taxa de 14,6 PMP (por milhão da população) e 5% se comparado a 2015. Além disso, o cálculo de potenciais doadores cresceu 103% no período de 2010 e 2016, passando de 4.997 para 10.158. A taxa de transplante de coração também bateu recorde em 2016, foram 357 procedimentos, totalizando um crescimento de 13% em relação ao ano anterior.

Presidente da ABTO frisa pontos importantes para esclarecer as pessoas sobre a doação:
“O diagnóstico da morte encefálica é 100% seguro”
“Os órgãos são utilizados da forma mais justa possível, ou seja, quem mais precisa do transplante é quem recebe primeiro, respeitando, claro, os critérios de compatibilidade”
“Há pelo menos 35 mil brasileiros na fila de transplante”
“Os resultados das cirurgias são muito bons, não é um processo fútil e nem um esforço que não dará em nada”

#SetembroVerdeJEB Durante todo o mês de setembro, iremos publicar reportagens sobre a doação de órgãos no Brasil. Acompanhe e nos ajude a compartilhar essa ideia.