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Qual é o seu time dos sonhos?

Opa, peraí!? Um atleticano feliz com um gol do Flamengo? Um cruzeirense vibrando pelo bom desempenho do volante do Atlético? Um americano contente com a defesa do Cruzeiro? Não fique confuso, eles estão torcendo pelo time dos sonhos – criado no fantasy game Cartola FC da Globo.com.  Na brincadeira, o jogador é o dono da equipe e realiza a compra dos atletas e técnicos. Mas, para se sair bem nas rodadas é preciso ter um amplo olhar e esquecer a rivalidade. Hoje, cerca de 3 milhões de pessoas utilizam o game.


Entenda

Cada cartoleiro começa o jogo com 100 cartoletas, a moeda do Cartola FC. A pontuação é referente à atuação em cada rodada e reflete a variação do seu valor para o lance seguinte. Esse é um dos principais fatores do jogo, pois quando um atleta não consegue boa pontuação de acordo com os critérios do fantasy game, o valor dele pode ficar negativo, fazendo o cartoleiro perder cartoletas. Para jogar basta acessar o site.


Durante o Brasileirão, o amor pelo Cruzeiro continua, mas a cada defesa, roubada de bola e gol, no Cartola, são sinônimo de festa para a body piercer e tatuadora, Maria Thereza Machado, que participa do jogo há cerca de um ano. Para ela, na hora de montar a equipe, a competitividade entre os grandes clubes deve ser deixada de lado. “Sempre escalo nomes do Atlético, pois o que importa é a habilidade do jogador, independente do time que ele faz parte”, argumenta.

A tatuadora prova que a brincadeira não é só para eles. “Ser cartoleira é disputar entre amigas e deixar os homens indignados por pontuar mais”, brinca. Ela tem uma média de pontuação de 46,02 e conta que costuma olhar algumas dicas no twitter, mas que gosta de usar a intuição.

Em uma empresa de tecnologia de BH, os funcionários, nos horários vagos, não se esquecem quando o mercado (momento de montar o time) está prestes a fechar. “A rivalidade é grande, tem gente que criou até um software para ajudar a montar a equipe perfeita com base nas estatísticas do jogador nos últimos jogos”, conta o analista de sistemas Luiz Carlos Souza, que também tem um time no Cartola.

O analista de sistemas André Amorim, que trabalha na mesma empresa, é atleticano e diz que iniciou sua participação na brincadeira há muitos anos. Ele tem uma média de pontuação de 60. André conta que os requisitos utilizados para a escalação depende do objetivo da rodada. “De uma forma geral, escolho jogadores de equipes mais fortes do campeonato e que joguem em casa com base em suas estatísticas”. Entretanto, ele revela que considera o Cartola apenas um jogo e não um estilo de vida. “Não é uma prioridade. Por várias vezes esqueci de escalar ou acompanhar”.

 Alguns lances de pontuação no jogo

Ataque Pontos Defesa Pontos
Falta sofrida +0,5 Roubada de bola +1,7
Passe errado -0,3 Falta cometida -0,5
Gol +8,0 Gol contra -6,0
Penalti defendido -3,5 Defesa penalti +7,0

       Fonte: cartolafcbrasil.com.br

O objetivo do gerente comercial Ronan Claudio é ser o mito da rodada. Para ele, ser cartoleiro é ter emoção em todos os jogos do Brasileirão. “É poder zoar os amigos que foram mal, ficar bravo quando um jogador tem pontuação negativa e tentar ‘mitar’ (gíria que significa ser o melhor) a cada rodada”.  Ronan diz que quando a equipe que ele torce ganha, fica feliz e comemora, afinal, seu time venceu e, consequentemente, seu jogador pontuou. “Estuda muito as equipes antes de escalar. Sempre que faço uma pontuação alta vejo que fiz análises corretas”, salienta.

Assim como Ronan, o jornalista Cledemar Duarte adora o jogo. Para ele, ser cartoleiro é fazer parte do mundo do futebol. Ele informa que joga há 5 anos e tem uma média de 56 pontos. Uma de suas táticas para a escalação é avaliar a média dos jogadores, além de preferir os que estão jogando em casa. “Nós clássicos, prefiro não escalar ninguém”. Cledemar afirma que quando seus jogadores pontuam bem é a melhor sensação do mundo. “Assim, a zoeira está garantida para o resto da semana ou até a próxima rodada”, gaba-se.

Ariane Braga
Apaixonada por animais, mercado econômico e educação. Tem 29 anos, graduou-se em jornalismo e cursou MBA em marketing na Unopar. Tem experiência de mais 8 anos na área de comunicação e marketing, com a elaboração de projetos, assessoria de imprensa, redação e edição de jornais e revistas, planejamento e monitoramento de mídias sociais, comunicação interna e fotografia.