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Datas comemorativas podem aquecer o comércio na capital

O segundo semestre deste ano promete movimentar o comércio varejista, visto que três datas comemorativas contemplam os próximos 6 meses – Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal –, além dos eventos que engajam o comércio virtual, como Black Friday (24 de novembro) e Cyber Monday (27 de novembro), nos quais oferecem descontos significativos para os consumidores. A pesquisa de Expectativa de Vendas, realizada pela Fecomércio MG, mostra que 70,4% dos empresários acreditam que esses fatores serão benéficos para seus negócios em relação ao período anterior.

Em nota, o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Lázaro Luiz Gonzaga, ressalta que, tradicionalmente, os últimos 6 meses do ano são mais aquecidos, com intensificação da atividade econômica e injeção de renda no mercado, devido às vagas de emprego temporário e o pagamento do 13º salário.
O economista Guilherme Almeida aponta que o país teve um primeiro semestre mais favorável em termos macroeconômicos. “Houve queda da inflação e dos juros nominais, e os indicadores de emprego começaram a responder aos estímulos. Espera-se uma continuidade desse movimento nos próximos meses, além de períodos pontuais de incremento das vendas”.

De acordo com o levantamento, 61,9% das empresas apontaram que seu volume de vendas reduziu no primeiro semestre se comparado a 2016. O estudo ainda salienta a necessidade dos empresários se planejarem para atrair o consumidor e minimizar os efeitos do cenário econômico proveniente do início do ano. Seguindo a dinâmica mercadológica, 48,2% realizará ações promocionais nos próximos meses e 15,3% investirá em ações de mídia e propaganda.

46% dos entrevistados estão otimistas/esperançosos em relação ao novo cenário; 18,6% confiam no histórico de que o segundo semestre é naturalmente melhor; e 9,1% apostam na força das datas comemorativas.

Balanço negativo
78,2% dos empresários entrevistados revelaram que as expectativas para este primeiro semestre não foram alcançadas em relação ao volume de vendas. E para 61,9% os resultados foram piores em relação ao ano passado e, consequentemente, mais de 50% das lojas que apresentaram tal resultado a queda foi acima de 20%.

De acordo com o estudo, os três segmentos que se portaram melhor foram: combustíveis e lubrificantes (50%), veículos e motocicletas, partes e peças (34,1%) e supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (28,9%).

Consumo nacional em julho
De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou aumento de 0,2% na avaliação mensal e aumento de 12,5% em relação a julho de 2016. Entretanto, o índice total ainda permanece em um nível menor que 100 pontos, abaixo da zona de indiferença, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual.

O nível de confiança das famílias com renda abaixo de 10 salários mínimos apresentou melhora de 0,7% na comparação mensal e o daquelas com renda acima de 10 salários mínimos uma queda de 1,7%. O índice das famílias mais ricas está em 88,8 pontos; e o das demais, em 75,1 pontos. Os índices abertos por faixa de renda também continuam abaixo dos 100 pontos.

Na base de comparação regional, Centro-Oeste e Sudeste mostraram variações mensais positivas. A maior variação ocorreu na região Centro-Oeste, com melhora de 0,7% na intenção de consumo e a pior na região Sul, com queda de 0,5%.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) da CNC, de maio, o volume de vendas dos 10 segmentos que integram o comércio varejista, no conceito ampliado, avançou 4,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Ariane Braga
Apaixonada por animais, mercado econômico e educação. Tem 29 anos, graduou-se em jornalismo e cursou MBA em marketing na Unopar. Tem experiência de mais 8 anos na área de comunicação e marketing, com a elaboração de projetos, assessoria de imprensa, redação e edição de jornais e revistas, planejamento e monitoramento de mídias sociais, comunicação interna e fotografia.