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Uma visão de governo

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Quanto maior o governo, menor é o cidadão. Esta é uma das conclusões mais importantes sobre a sociedade. De fato, este conceito é a principal razão para o sucesso de uma sociedade livre e influente. Tudo diminui à medida que o governo aumenta. Nossas liberdades diminuem, nossa individualidade, a benevolência e o caráter também. E isso não é um argumento político a favor de um partido político. É apenas um fato observável e de bom senso. Ninguém nega que o governo pode e deve fazer tantas coisas. Há muito para se fazer.

 É o governo que nos protege de grandes ameaças internas e externas, com o uso inclusive das forças armadas. É o governo que nos protege de criminosos, usando para isso a polícia civil e militar. Que fornece as condições mínimas de saúde e de educação. Que nos faz cumprir as leis via a justiça e os tribunais, que são instituições governamentais necessárias.

E quando tudo isso falha, mesmo assim, os seus governados precisam devem saber que o governo está lá para prover um sistema de proteção como último recurso. Quando o governo se torna o primeiro recurso, a primeira coisa que os cidadãos buscam quando tem um problema, coisas ruins acontecem. À medida que o governo cresce quase tudo começa a desaparecer. E uma das primeiras coisas a desaparecer quando o governo cresce demais é a benevolência. À medida que as pessoas são envolvidas e se tornam dependentes, fazem menos o bem aos seus concidadãos. Afinal de contas, para que ajudar os demais se o governo o fará por você?

Temos que entender que o governo tem que ser do tamanho suficiente para atender a sociedade que representa e assim os indivíduos devem dedicar mais tempo e dinheiro para ajudar os outros, assim como as instituições não-governamentais precisam ser fortes e abundantes.

Alguns países que tem a filosofia de governo grande passaram a trabalhar para que o mesmo ajude os cidadãos e até mesmo seus próprios familiares. A segunda coisa que diminui à medida que os governo cresce é o caráter de muitos de seus governados. Assim como ajudar os outros é sinal de bom caráter, igualmente o é cuidar de si mesmo. Esperar que cuidem de você quando você é capaz de se cuidar é simplesmente egoísta e a própria definição de irresponsável.

E o pior ainda, quanto maior o número de pessoas dependendo do governo mais elas desenvolvem um sentimento de justiça própria. Este sentimento da justiça é a crença de que você não deve nada a ninguém, mas que todos neste caso o governo e seus concidadãos, cujo dinheiro mantém o governo_ devem a você! O sentimento de justiça própria gera outros dois defeitos de caráter, a ingratidão e o ressentimento. Quanto mais as pessoas esperam receber, menos agradecidas elas serão pelo que receberem. E elas ficam ressentidas sempre que esses privilégios acabam. A terceira coisa que o governo inchado diminui é a liberdade. Deveria ser óbvio, quanto mais governo, mais regras, quanto mais regras, menos liberdade. E é uma série infindável de regras e regulamentações, na forma das leis.

Entretanto, há coisas que o governo inchado sempre aumenta: corrupção, fraude e roubo. E como não? A não ser que o cidadão sejam tão inocentes em achar que as pessoas são anjos e que o poder político atrai estes “anjos”. Sabemos que um grupo de pessoas com poderes quase ilimitados e acesso a quantidades quase ilimitadas de dinheiro, terão todas a condições para abusar de seu poder e se locupletar.

Por essas razões, o governo pequeno tem que ser a visão dos nossos dirigentes, para que a população possa ter mais liberdade, menos dependência e mais oportunidades para viver uma vida melhor e mais digna.