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Mercado de salões de beleza e cosméticos está em crescimento

Ramo cresceu mais de 287% em 4 anos - Crédito: Reprodução

Mesmo com o cenário financeiro desfavorável dos últimos anos, um mercado cada vez mais crescente no Brasil são os salões de beleza e venda de cosméticos. Para se ter uma ideia, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o número de salões praticamente quadruplicou no país. Em 2012 eram 155 mil e, hoje, somam mais de 600 mil. Já no que diz respeito a produtos de beleza e higiene, o brasileiro dedica cerca de 2% do seu orçamento a esses artigos, conforme pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Com isso, o Brasil ocupa o terceiro lugar no mercado global de beleza, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. A previsão de faturamento do setor para 2017 é de R$ 127,2 bilhões.

Os números confirmam que o ramo da beleza está em um bom momento. De acordo com estudo realizado pela empresa AVEC, maior plataforma de tecnologia e gestão para o mercado de estabelecimentos de beleza do país, os mineiros aparecem em segundo lugar nos que mais gastam com idas ao salão de beleza, sendo uma média de R$ 90,00 por visita, perdendo apenas para os paulistas, cujo gasto médio chega a R$ 97,00. O estudo também revelou que no quesito quantidade, os mineiros estão em primeiro lugar com quase nove visitas por semestre.

Ainda segundo a pesquisa da AVEC, os serviços mais procurados são os cortes, manicure, pedicure e design de sobrancelhas. Sobre a forma de pagamento mais utilizada pelos clientes, o cartão de crédito é a principal com 40% da preferência, seguido pelo cartão de débito, usado por 31% dos entrevistados. O pagamento em dinheiro não é deixado de lado e 24% ainda utilizam esse meio. Outras formas de pagamento representam 5%.

De psicóloga a cabeleireira

Com a expansão do mercado de beleza, a psicóloga Fabiana Amaral, deixou de lado a profissão em que é graduada e decidiu investir em um salão. “No início não foi nada fácil e precisei pegar empréstimo para poder comprar todo o equipamento e material necessário. Montei o salão na garagem de casa, porque além de meu bairro ser próximo do centro comercial, não precisei gastar com aluguel”. Ela diz que quando começou, a parte mais difícil foi conquistar a clientela. “Há 5 anos, quando abri o salão, eu atendia poucas pessoas, uma média de duas a três por semana. Hoje, atendo cerca de 25 clientes por dia”, conta.

A empresária afirma que buscou diversos cursos profissionalizantes. “Na época fiz cursos de corte, maquiagem e penteado feminino. Essas são as minhas especialidades atualmente”. Fabiana conta que ainda empregou mais três funcionários para fazer serviços cabeleireiro, depilação e manicure. Segundo ela, um dos maiores fatores que a fizeram investir no empreendimento é o retorno financeiro. “O salão me dá uma renda de cerca de R$ 6 mil por mês”.

Sucesso nas vendas

A cabeleireira Luciene Garcia tem o seu próprio salão há cerca de 4 anos. No local, ela também vende produtos de beleza como, cremes, perfumes e maquiagens. “Acredito que por ser frequentado, em sua maioria, por mulheres, o espaço é ideal para a venda desse tipo de coisas”. Ela conta que no último ano fez uma grande reforma no espaço para dar mais conforto aos clientes e para ter um lugar melhor para guardar as mercadorias. “Hoje, meu salão é duas vezes maior que o antigo”. Ela diz que é consultora de uma marca e entre o lucro do salão, somado a comercialização dos cosméticos, consegue faturar cerca de R$ 20 mil por mês.

Daniel Amaro
Formado em jornalismo, Daniel tem 25 anos e possui experiência em assessoria de comunicação voltado para produção de conteúdo para web. Ama escrever sobre política, cultura, economia e saúde. É apaixonado por jornalismo investigativo e estudar inglês. É perseverante e adora desafios. Seu hobby preferido é viajar.