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Cinco prováveis cenários para o pleito de 2018

Vittorio Medioli é filiado ao PHS - Crédito: Divulgação

A análise deriva de alguns petistas que seguem o partido por décadas a fio. Para eles, no próximo ano, o PT se insere naquele contexto em que pode ser denominado de “candidato único”, ou seja, se não for o atual governador Fernando Pimentel disputando reeleição, a sigla não teria outro nome a ser homologado na convenção destinada a escolha ao pleito de governador em 2018.

Petistas de proa estão monitorando por meio de pesquisas e levantamentos em diversas regiões do Estado e, segundo os dados extraoficiais, o crescimento da popularidade do governador ficou maior depois dos problemas enfrentados pelo senador Aécio Neves (PSDB), agora, praticamente fora do cenário majoritário de 2018. Os defensores da continuidade de Pimentel, no entanto, ficam de olho no resultado do julgamento a ser pautado pelo Superior Tribunal de Justiça, onde ele é denunciado pela denominada Operação Acrônimo.

Dinis Pinheiro

Enquanto persiste a dúvida em relação ao futuro de Pimentel, o ex-presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro (PP) entra em cena e chama para si a responsabilidade de aglutinar um grupo de oposição. Dinis busca parceria com partidos diversos e passou a frequentar até cerimônia de batizado na Grande BH. Apenas para rememorar, ele visitou mais de 300 cidades mineiras durante o ano passado, apoiando e defendendo candidatos a prefeitos e vereadores de diferentes regiões do Estado.

Com seu estilo carismático, Dinis tem a seu favor o fato de, por enquanto, estar fora das famigeradas listas de delações premiadas que a todo instante envolvem nomes de políticos em todo país.

 Rodrigo Pacheco

No ano passado, o deputado federal do PMDB, Rodrigo Pacheco, conquistou, aproximadamente, 10% na votação como candidato a prefeito de Belo Horizonte. Em consequência dessa realidade, os peemedebistas passaram a apostar em seu nome para uma eventual disputa de 2018. A exemplo de Dinis, Pacheco também não tem o seu nome citado na Operação Lava Jato e coisas mais. Pesa contra ele, no entanto, o fato de seu partido estar dividido em duas alas: de um lado, o vice-governador Antônio Andrada e de outro o presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, este inclusive, com apoio da imensa bancada de deputados estaduais da legenda.

Enquanto Dinis se joga em cena, Pacheco ainda está com uma atuação de bastidores discreta, esperando assuntar o desenrolar dos próximos capítulos, especialmente, em relação aos desdobramentos das denúncias contra o governador Pimentel, em Brasília.

 Medioli e Kalil

Filiado ao PHS, o prefeito de Betim, Vittorio Medioli, seria uma alternativa aos nomes mencionados de Pimentel. Mas, para analistas políticos, o representante betinense teria de ser ungido em forma de consenso. Se disputar com nomes competitivos, provavelmente, ele não aceitaria, mesmo porque o PHS não tem grande expressão como partido e isso dificultaria a formação de alianças partidárias. Já o prefeito de BH, Alexandre Kalil, é uma incógnita. O certo é que ele continua hibernado no seu gabinete, cuidando dos problemas da capital, que são muitos e desafiantes. Amigos do chefe do Executivo municipal lembram que não convém repetir a saga de Pimenta da Veiga. O tucano, em determinado momento, abandonou o cargo de prefeito de BH, candidatou-se a governador em 1986, perdeu a eleição e sumiu da vida pública para sempre.